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76 anos depois de terem sido separados pelo Holocausto eles se reencontraram

"Mas ele está aqui. O pequeno Simon está aqui”


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Na semana passada um encontro mais do que emocionante aconteceu entre Alice Gerstel, de 89 anos e Simon Gronowski, de 86. Eles se conheceram quando ainda eram crianças, quando ainda viviam na Alemanha e dividem a mesma triste história de vida: conseguiram fugir do Holocausto. De famílias amigas e judias, os dois conseguiram escapar da morte e passaram 76 anos sem ter nenhuma notícia um do outro.

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O encontro aconteceu no Museu do Holocausto de Los Angeles, quando os dois foram para contar suas histórias. A família de Alice conseguiu fugir para os Estados Unidos e Simon foi empurrado de um trem pela sua mãe, quando estavam a caminho do campo de concentração, em 1941.

Eles se conheceram em um resort de praia na Bélgica, em 1939, quando as duas famílias tornaram-se amigas. Alice, inclusive, chegou a se esconder junto com a família por 2 semanas, na casa de Simon, antes de seu pai fechar um acordo com contrabandistas e conseguir fugir para a França com a família. Mas, infelizmente a família dele resolveu ficar, onde conseguiram se manter escondidos por 18 meses, até que fossem descobertos e colocados em um trem com um destino triste, que Simon conseguiu fugir.

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O pai de Alice era um comerciante de diamantes e, conforme percebeu que a coisa estava ficando feia, decidiu vender tudo, levando sua família para Casablanca, no Marrocos, onde depois partiram para Cuba e Estados Unidos, quando tiveram a chance de começar do zero. Alice casou, teve dois filhos e se estabeleceu no ramo imobiliário.

Com Simon as coisas se desenrolaram de maneira diferente. Seu pai não acreditava que a Alemanha poderia ser invadida e recusou a deixar seu país. Quando ele e sua mãe foram encontrados, o pai estava internado em um hospital e foi isso que acabou o salvando. Anos depois, passada a guerra, ele pôde reencontrar o pai, estudou direito e até hoje é advogado praticante, em Bruxelas, na Bélgica.

Gronowski escreveu em 2002, o livro de memórias “A Criança do 20º Trem” e foi através dele que o sobrinho de Alice conseguiu localizá-lo. Ela não escondeu a surpresa ao encontrar seu amigo de infância: “Eu pensei que toda a família tivesse sido assassinada. Eu não fazia ideia. Eu não o reconheci. Eu não enxergo o pequeno Simon. Mas ele está aqui. O pequeno Simon está aqui”.

Lembranças difíceis, resultado de um dos episódios mais tristes da história da humanidade fizeram e continuam a fazer parte da vida deles, assim como de outras milhares de pessoas, mas esse reencontro certamente acalmou seus corações.

Com informações de Só Notícia Boa

Fotos: AP Photo/Reed Saxon

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