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Como sermos pessoas melhores em um mundo cruel?


mundo cruel einstein
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*Você não será uma pessoa melhor porque participa de passeatas. Porque está sempre presentes em movimentos sociais, porque apoia os negros, homossexuais e doa todos seu dinheiro a instituições de caridade. Não. Desculpe dizer, mas isso não te faz uma pessoa boa. Você fazer de um mundo cruel?

Ser legal com o vizinho, cumprimentar o porteiro, dar balinha a crianças na rua e ajudar velhinhos a carregar sacolas não faz o mundo melhor, sob teu ponto de ação.

O fato de você ir ao orfanato, ajudar cães de rua, comprar cestas básicas e distribuir nas favelas não faz com que você seja revolucionário.

Ensinar a crianças carentes, visitar presídios, doar uma comida a quem bate na tua porta, não fazem o mundo um lugar mais seguro.

São apenas atitudes. São apenas ações de quem se importa. E se importar não é suficiente.

Quando você olha pro outro, quem você enxerga?

Essa foi uma pergunta feita a mim por um aluno, em uma fase de minha vida que eu ensinava a crianças de baixa renda. Ele me olhou, com olhos profundos, mostrando o amiguinho que ria envergonhado, e perguntou: “tia, quando você olha pra ele, quem você enxerga?”

Naquela época, eu não sabia que resposta dar. Tinha 16 anos e já carregava nas costas a dura fadiga de ser muito responsável. Hoje me recordo dessa pergunta e me recolho em mim.

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Quem você vê quando olha pro outro? Um empresário, um amigo, uma criança, um morador de rua?

Se você não se vê, algo não está certo. Se quando você bate o olho no sofrimento do outro e não se sente parte, se quando você mira nas pupilas de uma criança não se encontra no meio daquela dor, então não há revolução.

Não há revolução quando um ato é só mais um. Quando se olha pro próximo e se enxerga um gay, um mendigo ou um cão abandonado. Não há revolução quando não se vê o ser que está ali, exposto.

A revolução acontece quando, ao olhar o outro, se vê uma continuação de si. Como um membro. Uma parte de nós. Quando não se vê o rotulo, se vê o ser que há ali. E por ser alguém parte do todo e uma continuação de si, esse alguém não merece a discriminação, porque não há rótulos. Por ser parte de mim e parte do todo, ele sou eu. E nós não nos distinguimos.

Se eu ajudo alguém só porque acho legal, eu não amo. Se eu ajudo alguém só porque eu sei que isso pode mudar ao meu redor, eu não amo. Se eu ajudo alguém porque me vejo nesse alguém, e ele é uma parte de mim, eu amo. Se eu ajudo alguém porque vejo acima de tudo um ser humano, eu revoluciono o mundo. O amor corre além dos muros. Ele está acima das fronteiras.

*Este artigo foi escrito por um colaborador, pois abrimos espaço para quem quiser escrever, e não reflete a opinião do site.

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