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Cuidadora rebate críticas à sua amizade com idosa com mais amor

Quando o amor está acima de acordos profissionais.


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A relação de Michele Augusta com a dona Zilar era mais do que profissional. Durante pouco mais de um ano, ela cuidou da idosa que lutava contra o Alzheimer como se fosse sua filha.

Tanto amor incomodava pessoas próximas de Michele, que diziam que ela não deveria se importar tanto com Zilar fora do seu trabalho. No Natal de 2017, Michele, que tem curso técnico de enfermagem, decidiu levar a idosa e o filho que morava com ela para sua casa, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

“Alguns amigos falavam que eu não tinha obrigação de fazer aquilo, que era um dia para eu descansar, e não ter que preparar a ceia e ainda cuidar da dona Zilar. Diziam para eu deixá-la com a família dela”, conta Michele em conversa com o Razões para Acreditar.

Michele deu de ombros para esses comentários. Ela passou a roupa da dona Zilar e do filho, que tem deficiência intelectual, e levou os dois para passarem o Natal com ela e sua família. “No final da noite, ela disse que nunca esqueceria de mim. Aquilo foi o melhor presente da minha vida”, lembra Michele.

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No início de 2018, dona Zilar perdeu a consciência e não se lembrava de mais nada. O humor dela também mudou radicalmente, inclusive com Michele. Ela empurrava Michele, chorava e gritava. “Não me deixou mais encostar nela, pois a dor que sentia era muito forte, algo que não se sabe explicar. Então, chamei sua filha, que acionou o SAMU.”

Zilar foi encaminhada para o hospital e terminou ali o trabalho de Michele como cuidadora. Mesmo assim, ela se colocou à disposição da família da idosa para o que precisasse. Michele foi aos prantos quando a filha de Zilar disse que a idosa a amava e que as duas eram amigas de verdade.

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Michele e dona Zilar

“A família sabia do amor de uma pela outra. Então, quando eu chegava no quarto do hospital, eu a chamava e dizia: ‘Minha florzinha, sou eu, a Michele. Estou aqui para cuidar da senhora’. Sem falar nada, ela chorava e segurava forte em minha mão. Todo mundo dizia que só podia ser um sinal de que eu falava com ela”, afirma Michele.

Michele passou um mês com Zilar no hospital, contando histórias e fazendo carinho no cabelo da idosa, do jeito que ela gostava. Até que um dia ela recebeu uma ligação da filha de Zilar dizendo que sua florzinha tinha falecido. “Chorei como uma criança. Era uma dor que não tenho palavras para descrever, pois perdi uma amiga.”

No velório, Michele ouviu da família de Zilar que ela tinha sido mais do que uma cuidadora para a idosa, mas que tratava Zilar como se fosse sua mãe. “Isso me consolava, mas não tirava a dor de ver minha florzinha ali.”

Michele tinha prometido para Zilar que ela também passaria o Natal deste ano com sua família. Infelizmente, isso não será possível, lamenta Michele. “Não vou ter a companhia daquela senhora que tanto amei. Não vou poder mais trocar suas fraldas e colocá-la para dormir. Daria tudo para ver aquele sorriso lindo, que me ensinou a amar em tão pouco tempo.”

À Michele, restam as lembranças do Natal do ano passado junto com Zilar para preencher a saudade da amiga. Para nós, a lição de que quem ama não só cuida, como ama mais um pouco! ❤

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crédito das fotos: Michele Augusta/Arquivo pessoal

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