O “Dia das Mães” também é o dia de muitos pais

"Pai, eu fiz a lembrancinha pra te entregar."


dia das mães

Faltam poucos dias para o “Dia das Mães” – entre aspas mesmo, porque todo dia é o dia das mães. É bastante comum as escolas de ensino infantil realizarem uma festinha para comemorar a data, com a participação das mães dos pequenos.

Este ano, o pai da Manu não queria que ela participasse da festinha na escola. Ao que tudo indica, a mãe dela não está mais entre nós…

“Quando [ela] percebeu que não ia ficar para a festinha, ela ficou tão triste e reclamou: ‘Pai, eu fiz a lembrancinha pra te entregar’”, escreveu Léo Meireles, em seu Facebook.

“Ainda próximo da creche, eu parei o carro e perguntei se ela queria participar e ela respondeu que sim.”

O pai fez sinal de positivo e, ao chegar na creche, feliz da vida, Manu foi falar com os coleguinhas.

A Manu fala da mamãe com alegria. Ama ver as fotos e dizer que a mamãe fez o quarto dela, as coisas dela. Ama saber que tem um irmão. Dá cada bronca no Teus pelo WhatsApp.”

Apesar da falta que a mãe faz, Manu não é uma criança triste. “Basta olhar as fotinhas dela e perceber. Sempre me pergunta sobre a mamãe. Em alguns momentos, ela diz querer ver a mamãe, mas já entendeu.”

Leia o post na íntegra:

“Chegando o dia das mães. Dia naturalmente mais pesado. No ano de 2016 eu não queria a Manu participando da festinha do dia das mães. Imaginava que seria ruim para ela que ficaria triste.

Assim, eu fui à Creche pegar ela mais cedo. Quando percebeu que não ia ficar para festinha ela ficou tão triste e reclamou: “pai eu fiz a lembrancinha para te entregar”. Ainda próximo da creche eu parei o carro e perguntei se ela queria participar e ela respondeu que sim.

Então retornamos e ela começou a sorrir. Ao chegar, ela desceu do carro correndo e foi falar com a turminha feliz da vida.

Eu pensava que iria deixar ela triste e estava fazendo tudo errado. Ela ficou muito feliz em fazer a lembrancinha. 2017 foi ótimo também. Foi um aprendizado. Triste estava eu.

Neste ano fui intimado logo: “pai, a tia quer uma foto minha com a mamãe” rsrsrs

A Manu fala da mamãe com alegria. Ama ver as fotos e dizer que a mamãe fez o quarto dela, as coisas dela. Ama saber que tem um irmão. Dá cada bronca no Teus pelo WhatsApp.

Com isso tudo, fico a observar. Manu não é triste. Basta olhar as fotinhas dela e perceber. Sempre me pergunta sobre a mamãe. Em alguns momentos ela diz querer ver a mamãe mas já intendeu.

E vamos aprendendo, há coisas que pesa e marca muito mas é possível continuar. É possível ficar diante do impossível e superar. Se decidir infrentar, Deus coloca anjos para dizer o que fazer. Esses anjos passam a fechar as portas erradas. E dizem no seu ouvido como fazer. Fica mais fácil acertar o caminho.”

Fotos: Léo Meirelles – Arquivo Pessoal


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