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Relato de jovem sobre o amor e a importância do companheirismo viraliza

A cena que presenciou foi como uma luz no fim do túnel para Nelson.


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Há momentos na vida que precisamos estar cercados de pessoas que nos amam para seguir adiante. O jovem ator e escritor Nelson Girão narrou uma cena que ensina sobre o amor e a importância do companheirismo nas relações.

Feito um anjo da guarda, um homem não sai de perto da esposa, que trata um câncer, provavelmente de mama, nem por um minuto. Nelson não sabe os nomes do casal, mas decidiu chamá-los de Ana e Marcos, no post que compartilhou no seu Instagram. Foi a segunda vez que ele viu os dois no Instituto do Câncer do Ceará, em Fortaleza, no último dia 31 de outubro.

 

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“A história a seguir é vivida e presenciada por muitos que estavam ali, como eu por exemplo. Não perguntei o nome deles, pois estava ocupado demais contemplando algo raro de se ver hoje em dia. Então, eu os chamarei de Ana e Marcos. Ana e Marcos estão enfrentando um câncer. Creio que seja de mama, pois hoje, mais uma vez ela foi fazer uma sessão de quimio. É a segunda vez que esbarro com eles no Instituto do Câncer, e sinceramente, não consigo disfarçar o encanto ao olhar para eles dois. Aparentemente um casal simples, humilde. Ele carrega uma mochila e uma sacola com alguns pertences. Eles certamente irão passar mais um dia/tarde no hospital. Apenas com horário de chegada. Mas o que eu quero realmente enfatizar aqui, é a forma de como tudo acontece e ganha forma. Ana entra para tomar quimioterapia, que geralmente dura em cerca de duas horas e meia (sem pausas). Enquanto ela está lá, sentada, frágil, magra e submetida a mais uma sessão de quimioterapia, ele estar lá, junto a ela. Mas pelo fato de não ser permitido acompanhantes dentro da sala de quimioterapia ( onde é permitido apenas os pacientes e as enfermeiras) Marcos fica na porta, em pé segurando seus pertences e esperando Ana chamar para pedir algo. E das vezes que eu os encontrei, a mesma história se repetiu. Ela tomando a medicação e ele em pé esperando por ela. Quando se cansa, ele senta em umas cadeiras que existem ali por perto, mas sempre levantando para saber se estar tudo bem. Marcos e Ana aparentemente são normais, com problemas, e que estão em busca de soluções. Mas o que sempre irá diferenciá-los dos demais, é a forma de carinho demonstrado de forma involuntária. Apenas sentido. Marcos e Ana estão lá… E eu vim para casa após mais uma sessão. Um pouco depressivo, por conta da aplicação mesmo causar tal reação, mas com a certeza de que amar é você viver pelo outro sem esperar nada em troca.” Publicado por @nelson_girao

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Uma publicação compartilhada por Razões Para Acreditar (@razoesparaacreditar) em

Como não é permitida a entrada de acompanhantes na sala de quimioterapia, Marcos fica na porta, de pé, segurando os pertences de Ana, pronto para atender qualquer pedido dela.

“Seria mais um dia comum. Faria mais uma sessão de quimioterapia e, sinceramente, eu não estava nada bem. Não por estar doente, mas por dentro eu me sentia péssimo. Não dormi à noite, tive crises horríveis de ansiedade. Estava assim há três dias”, contou Nelson ao Razões para Acreditar.

Há quatro meses, Nelson faz tratamento contra um linfoma, tipo de câncer que ataca o sistema linfático. “Dias assim são comuns para quem faz quimioterapia. Pois a medicação causa reações fortes, que deixam a gente debilitado. Ali eu me sentia incapaz de seguir com meu tratamento.”

Todo o carinho e atenção de Marcos com Ana foram como uma luz no fim do túnel para Nelson. Fizeram Nelson pensar o quanto a vida é curta e que simplesmente não aproveitamos momentos como o que tinha acabado de presenciar. Abalado emocionalmente e psicologicamente mal, naquele instante, ele conta que se sentiu leve.

“O ambiente hospitalar não é um dos melhores, tampouco nos ajuda a pensar em coisas positivas, o suficiente para nos elevar, para nos tirar dali por alguns instantes. Mas aquele casal era diferente. Eles se amam!”, afirma.

Nelson conta que o tratamento contra o câncer mexe com a autoestima e o convívio social do paciente. “Ela estava doente, e ele adoeceu junto com ela. Mas ele também era a cura, o cuidado e o carinho. A vida dela em carne e osso. O coração de ambos pulsava fora do corpo.”

A preocupação nos olhos de Marcos ao olhar Ana sentada na poltrona, com agulhas e medicações em seu corpo, foi um sopro de vida para Nelson, que agradece. “Eu me senti e sou grato a eles por terem me proporcionado essa intensidade. Uma intensidade que se sentíssemos todos os dias seríamos pessoas melhores”, finaliza.

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crédito da foto: Nelson Girão/Arquivo pessoal

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