Ex-viciado adota cadela que iria ser sacrificada e ambos salvam um ao outro


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Quando adotamos um cachorro, ele também salva nossas vidas. O americano Patrick, também conhecido como PJ, é a prova viva disso.

Em 2011, PJ sofria com o vício do álcool, aos 29 anos. Ele morava em Nova York, Estados Unidos, e prometeu a si mesmo que iria parar de beber e começar uma nova vida.

Há mais de 3000 km de distância, no mesmo ano, uma pit bull nascia. Infelizmente, Clove passou seus primeiros anos de vida sofrendo abusos e sendo mal cuidada. Por consequência, ela se tornou uma cachorra assustada e que tinha medo das pessoas.

Depois de ser descoberta por policiais, Clove foi levada junto com outros seis cães, incluindo sua irmã Effie, para a Clayton County Animal Control, uma ONG em Jonesboro, Geórgia, nos Estados Unidos, em 2012.

Seus amigos caninos foram adotados rapidamente, mas ela e Effie não tiveram tanta sorte.

Infelizmente, Effie estava fraca demais e morreu ao ser castrada, mas Clove conseguiu encontrar um novo dono, graças aos esforços de seu abrigo.

No entanto, por ser da raça pit bull- que possui a fama (errada) de ser muitos feroz – assustou seus novos vizinhos e seus donos a enviaram de volta para o abrigo.

(P.S : sou dona de uma pit bull e ela foi a cachorra mais dócil que eu já conheci. P.S II: quem aí está chorando desde o primeiro páragrafo? #tamojunto)

Sem lar, Clove parecia não ter mais esperanças. E sem outras opções, a Animal Control não teve escolha senão sacrificar Clove. Mas antes, o abrigo fez um último pedido por sua vida.

E é aí que PJ, como um anjo, apareceu.

Ao navegar no Facebook, em 2013, PJ descobriu o post sobre Clove.

Ele ficou sensibilizado e sabia que tinha que ajudar. PJ informou para a Clayton County que ficaria com ela e foi atrás de um novo apartamento onde Clove pudesse ser aceita. 

Quando PJ foi até a ONG, para finalmente conhecer sua nova companheira, as coisas não foram tão fáceis.

Clove, por tudo que passou, desconfiava dos humanos e achou difícil confiar em seu novo amigo.

Foi tão grande o medo inicial que Clove nem conseguiu olhar o novo dono nos olhos. Como PJ  poderia ganhar a confiança de uma cachorra que sofreu tanta dor no passado?

PJ então teve uma ideia: levá-la para uma caminhada. Ele pegou  a coleira de Clove e a levou ao ar livre. E foi aí que tudo começou a dar certo.

 

“Ela adorou”, PJ disse.

“A liberdade que ela sentiu – ela estava correndo como louca”, completou.

A nova energia encontrada em Clove também a ajudou a ficar mais dócil  na companhia dele.

“Eu acho que ela viu um pouco de confiança em mim”, ele admitiu.

Connections are so wonderful! Contrary to this, I spent the bulk of my life alienating myself, sheltering my interactions, seeking comfort in estranged friendships via ignorance and/or technology. I seemed to think I was so profoundly different than everyone that I’d never enjoy or find common ground with anyone. How depressingly narcissistic is that? Breaking plans or wishing other’s would do the breaking for me so I didn’t feel bad. Dwelling in refuge behind a screen. I’d blame other’s for my state of mind. Distrust, angst, introverted thinking. “People suck!” was my credo. So limiting in retrospect! That chip on your shoulder hinders your entire existence! Somewhere along this grand journey I have realized that human connections are brilliant. Sure, we are unique… but I can find a similarity in every single person I encounter. And I have. That one similarity can open up a floodgate of good conversation and friendship. Our precise uniquenesses teaches us lessons. Mind opens. As well as world. Planes of spiritual connectivity broaden, giving me a limitless appreciation for others, self, and our common presence. Together.

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Encorajados por esta nova experiência, PJ decidiu levar o amor dele e de Clove por caminhadas a um passo adiante.

E – alimentado por sua própria sede de aventura e exploração – começou a levar Clove em viagens mais longas e mais longas. Logo, eles estavam fazendo longas caminhadas em diversos lugares.

As we walked away from Mt. Pierce, looking back at our long line of accomplishments, I glanced at Clove and said “you’re incredible.” Last summer we had to turn around on a hike due to exhaustion and dehydration on both of our behalves. It was to be a 2 day Presidential Traverse.This journey has been in the forefront of my mind since our failed attempt. But as I have said before “Failure doesn’t exist when you can try again.” 20 miles, 7 mountains, about 10K in elevation gain. We completed it yesterday in 17 hours, stopping often to break and soak in where we were, what we were doing, and why. Total presence. We are two very tired dogs today, but in spirits high. I want to thank our friends Matt @nhwoj and Alyssa @abaldino21 for meeting us at Crawford Notch to drive us back to Appalachia. It means the world!

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O que começou como um meio de quebrar o gelo, se transformou em uma ocupação em tempo integral para PJ e Clove. As Montanhas Brancas, em Nova Hampshire, e as montanhas Adirondack, em Nova Iorque, são exemplos de lugares em que eles já se aventuraram. 

Durante suas caminhadas, os dois frequentemente enfrentam ambientes agressivos, assim como chuva amarga e neve. Mas a dupla adora cada desafio e os enfrentam com alegria.

Através de tudo isso, PJ e Clove tornaram-se melhores amigos e não vão a lugar algum sem a companhia do outro.

“Nós comemos juntos, dormimos lado a lado, somos inseparáveis”, ele escreveu em uma postagem no Instagram de 2013.

“Ela é minha melhor amiga, filha, companheira, meu tudo”, acrescentou.

Além disso, sua história também ajudou a chamar a atenção para a situação de cães abandonados em todo o país.

Agora, com 35 anos, PJ está há seis anos sóbrio e vivendo cada dia como se fosse o último. Enquanto isso, Clove, atualmente com seis anos de idade, encontrou o que sempre mereceu: um dono amoroso e uma vida com alegria.

Veja um pouco mais da história no vídeo abaixo:

Via – Fotos: Reprodução Instagram @thebullhikes


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