Projeto em SP resgata animais e conscientiza pessoas a não comprarem pets


1113 shares Compartilhar Tweet WhatsApp

Muita gente ama animais, e acha que para conviver com eles precisa comprá-los.

Mas a adoção ainda é a melhor escolha, e o trabalho do projeto Enquanto Houver Chance confirma isso.

Ele foi criado com o objetivo de resgatar animais que sofrem com o descaso, maus tratos, negligência e abandono, proporcionando assim a chance de uma nova vida.

O principal foco do projeto é a conscientização sobre a posse responsável e bem estar animal e todos os animais são tratados, vacinados, castrados e encaminhados para adoção.

Foto: stocksnap.io

Eles também buscam parcerias para oficinas e palestras de conscientização, e pretendem realizar mais CED (captura, esterilização e devolução), um método eficaz de controle de colônias de gatos/matilhas. O processo envolve a captura dos gatos e cães, a sua esterilização, a recuperação após a cirurgia e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem. A técnica já é utilizada em vários países desenvolvidos.

“Gatos nessas condições não vivem bem em contato com humanos e ficar trancado em gaiolas é tão estressante pra eles que alguns vão até a óbito. São animais que capturamos apenas pra castrar, e depois são devolvidos. Aí é feita uma marcação na orelha, porque como são animais ariscos, de longe você consegue identificar que é castrado”, explica Juliana Santana, fundadora do projeto, com exclusividade para o Razões.

Conheçam Nutella: uma escaminja linda, é a mais meiguinha, se aproxima ronronando o tempo inteiro. Brinca pouco, adora tomar sol e ficar deitada com as outras meninas resgatadas. Todas entre 2 e 3 meses. Nos ajudem a cuidar delas? Banco do Brasil Ag 0427-8 Conta POUPANÇA 133.333 – x Para doc substituir o X por 0 Ou Banco Bradesco Ag 2036 Conta POUPANÇA 1003400-0 Juliana Santana Cpf 338.174.588-35 Para doar com cartão de crédito ou boleto bancário, segue o link da Vakinha : https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vakinha-permamente-castracoes Contamos com vocês! Compartilhem nosso apelo! Castrar é um ato de amor! #catsanddogs #cats #gatinha #escaminha #adocao #resgate #castracao #doacao #ajuda #onganimal #pet #petshop #vet #veterinaria #amordegato #amoranimal #bebe #kitten #baby #goodnight #love #hope #help

A post shared by Enquanto Houver Chance (@enquantohouverchance) on

Juliana conta que o projeto também procura tentar esclarecer que somente criadores que estudam muito bem o animal e sua genética podem cruzar raças.

Pessoas comuns que cruzam seus animais não fazem ideia que além das características daquela raça, estão perpetuando também as doenças.

Foto: stocksnap.io

Por exemplo, pugs têm problemas respiratórios e não conseguem acasalar sozinhos, apenas por inseminação artificial.

“As pessoas cruzaram tanto os bichos querendo características perfeitas, que o animal não consegue nem efetuar a monta na fêmea. Isso não pode ser normal na natureza, né? A gente só quer que os criadouros sejam responsáveis pela venda de animais, vacinados e castrados”, explica.

O projeto se preocupa em conscientizar as pessoas sobre a compra de animais.

“Enquanto tiver gente vendendo animais no Mercado Livre e pela OLX, vamos continuar vendo crimes.”

Reprodução Facebook Procure 1 Amigo

“Já vi pessoas que cortaram a sangue frio a genital de um macho pra vender como fêmea, já que a fêmea é mais cara. Também tinha um pet shop que FINALMENTE fechou esse ano, tamanho o número de processos pela venda de labradores com histórico de displasia coxo-femural, ou seja: os animais paravam de andar já aos 6 meses e os custos de uma cirurgia/tratamento ortopédico são exorbitantes. Isso é um crimeAí a pessoa compra, não é o que ela quer, e o que acontece? Ela abandona. Ou joga no lixo, como muitos que já peguei”, conta.

Reprodução Facebook Enquanto Houver Chance

“Por isso que a gente é tão contra o comércio. E vamos combinar? O que um animal de raça tem que um vira-lata não pode te dar, exceto a beleza padrão que todos os outros têm? Vira-latas são únicos. Inteligentes, resistente. Um animal adotado – independente da raça – fica muito grato quando ele ganha uma casa”, completa.

Juliana também contou a história de Nadine, uma cachorra que adotou. Ela morava no abrigo e foi adotada e devolvida duas vezes por outras pessoas. Depois disso, Juliana decidiu ficar com ela.

“Nos primeiros meses ela pegava a ração do pote e guardava na casinha, tamanho o medo de não ter o que comer depois”, explica.

Hoje ela olha pra mim como se eu fosse a coisa mais importante da vida dela. E eu nem sou. Só olhei pra ela como ela merecia, completa.

A linda Nadine (Reprodução Facebook Enquanto Houver Chance)

Como você pode ajudar

– Apadrinhando o projeto com doações mensais de qualquer valor (as maiores despesas são as veterinárias, que contam com medicações e exames);

Dando Lar Temporário (quando um animal precisa de ajuda, nem sempre temos onde colocá-lo depois. Muitos ficam sem resgate porque não temos onde abrigá-lo posteriormente);

Doando medicamentos, ração, areia para gatos, material de limpeza e higiene, caminhas, cobertores, toalhas velhas;

Compartilhando as postagens no Facebook e marcando amigos.

Fotos: Divulgação/ Reprodução autorizada


Comentários no Facebook

Acessar

Resetar senha

Voltar para
Acessar
Escolher um formato
História
Lista