Artista usa 100.000 livros proibidos para construir réplica do Partenon


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Você gosta de livros? Imagina uma obra de arquitetura feita deles!

A artista argentina Marta Minujín criou uma réplica em grande escala do Partenon, um dos marcos arquitetônicos mais emblemáticos do mundo, utilizando apenas uma estrutura de aço e 100.000 livros. A instalação está em exposição no festival Documenta 14, que acontece até o dia 17 de setembro em Kassel, na Alemanha.

Foto: jingyinc

Cada obra foi amarrada em uma estrutura de aço e fixadas com folhas de plástico e todos os livros usados para a construção foram doados.

Com a ajuda de estudantes da Universidade de Kassel, a artista selecionou mais de 170 títulos que foram ou são proibidos em diferentes países ao redor do mundo.

Foto: rachelmijaresfick
Foto: thegood.thebad.thebooks

O projeto foi inspirado por uma instalação anterior intitulada El Partenón de libros, que foi construída em 1983 após o colapso da ditadura civil-militar na Argentina e simboliza a resistência às opressões políticas.

A instalação visava celebrar a nova liberdade intelectual e democrática ao apresentar os próprios livros que tinham sido banidos pela junta governante. Após cinco dias de exibição, o prédio foi inclinado ao lado, usando dois guindastes, permitindo aos visitantes retirar os livros e levá-los para casa.

O trabalho de Minujín está em um local histórico onde os nazistas queimaram cerca de 2.000 livros em 1933 como parte de uma ampla campanha de censura. “Onde eles queimam livros, no final também queimam pessoas”, disse Heinrich Heine no século XIX.

De acordo com a artista, a forma do Parthenon foi escolhida porque simboliza “os ideais estéticos e políticos da primeira democracia do mundo”.

Foto: Roman März
Foto: alexgorlin

 

Foto: si.leika

Foto da capa: Instagram voework

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