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Artesãs expõem rico trabalho com carnaúba a partir do acesso à água

As irmãs Ana Claudia e Claudiane, de Vale do Jaguaribe, no Ceará, fizeram o que até pouco tempo parecia impossível.


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As irmãs Ana Claudia e Claudiane, de Vale do Jaguaribe, no Ceará, fizeram o que até pouco tempo parecia impossível. Elas abriram a exposição A CASA AMA Carnaúba, no museu do objeto brasileiro, A CASA, em São Paulo.

A exposição reúne o trabalho delas e de outras 90 artesãs com o trancamento e tingimento da palha de carnaúba, árvore nativa do semiárido. São bolsas, mesas, luminárias, pufes, cestos, tapetes e outros objetos trançados manualmente.

A história da exposição começou no ano passado, com a chegada de um projeto que mudou a vida dos moradores de Sítio Volta e Sítio Caiçara, comunidades rurais no município de Jaguaruana, no Ceará. Antes, as famílias buscavam água em poços escavados que ficavam em locais distantes e não tinham tratamento.

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“Tinha que armazenar ou buscar todo dia. Muita gente morava mais longe do poço, então era melhor buscar de uma vez e guardar”, conta Ana. “A gente tinha que filtrar a água para beber. Muita gente adoecia, mas não tinha o que fazer.”

A AMA, água mineral da Cervejaria Ambev, lançada no ano passado, investe todo seu lucro para a construção de projetos que levam água para que vivem no semiárido e ajudar no desenvolvimento da região. Sítio Volta e Sítio Caiçara foram as primeiras comunidades e receberem um poço profundo e um sistema para distribuir água até a casa dos moradores.

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“Água é importante. Tudo o que a gente faz precisa de água. Para nossa comunidade, receber o projeto de AMA foi uma vitória, uma conquista de muito tempo”, comemora Ana, que mora em Sítio Volta. “Agora melhorou tudo. É só ligar a torneira. A gente pode ter um chuveiro e não tem mais doença por causa da água. Mudou a vida de todo mundo”.

No início do ano, AMA e A CASA começaram um trabalho de capacitação e inovação do artesanato com as artesãs de Sítio Volta, Sítio Caiçara e Santa Luzia, além das cidades vizinhas Itaiçaba e Palhano. Elas aprenderam como fazer novos tipos de trançado, a tingir as peças e criar objetos que nunca haviam imaginado.

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“Mais do que levar água para quem precisa, estamos ajudando essas comunidades a se desenvolverem de uma forma sustentável, incentivando o trabalho rico do semiárido e descobrindo artistas talentosas que estavam escondidas atrás da seca”, comemora Andrea Matsui, gerente de sustentabilidade da Cervejaria Ambev.

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A exposição estará aberta ao público até o dia 4 de novembro e tem a curadoria do designer de artesanato Renato Imbroisi, que trabalha há 30 anos com comunidades, cooperativas e associações. A coordenação é de Eliane Guglieme e a supervisão de Renata Mellão, diretora geral d’A CASA.

“O que mais me surpreendeu nesse projeto foi o envolvimento da comunidade e o potencial de transformação local que pudemos proporcionar a eles”, revela Renata. As designers Liana Bloisi, Cristiana Pereira Barreto, Lui Lo Pumo e Tina Moura, e o mestre-artesão João de Fibra completam a equipe.

Serviço:

A CASA AMA Carnaúba

Visitação: de 6 de setembro a 4 de novembro de 2018

Endereço: Av. Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros, São Paulo (SP)

Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h30

crédito das fotos: Marcos Estrella/ATME Fotografia

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