“Coisa de preto”: o mundo primitivo do preconceito


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Esse é um depoimento de alguém que foi visto por olhos pequenos por causa de sua cor. A sua resposta tem uma coisa de revez, de supremacia e de força.

“Após o acontecido com o tal jornalista da Globo lembrei-me de um episódio que aconteceu no Extra São Carlos no ano de 2002 quando eu estava fazendo teste para cartazista.
Estava lá um rapaz negro arrumando as gôndolas que também estava em teste, e um cidadão de cor branca (também funcionário) começou a ofende-lo dizendo que merda era o que negro fazia de melhor. Eu vi a situação e me senti mal por uns instantes. Voltei alguns minutos depois com cartazes impecáveis. Pra minha sorte ou pela fé, o mesmo branco voltou para ver meus cartazes sem saber que eu os tinha feito. Ficou surpreso e soltou um elogio sem tamanho. Prontamente respondi: Gostou? Ficou um belo trabalho de preto não? Eu que fiz.

Força e poder para o povo preto.”

Esse texto pertence à Fabio Marçal e é um reflexo de uma experiência primitiva e sem o menor nexo.

Até quando seremos apenas a cor, a aparência e a forma? Até quando seremos produtos, com rótulos bem elaborados? Quando é que vamos olhar pro outro como uma continuação de nós mesmos? Quando vamos nos dominar pelo amor?



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