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Funcionário do Detran tem jornada de trabalho reduzida sem diminuição de salário para cuidar de filho com deficiência


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Cuidar de um filho exige tempo e dedicação e sobretudo quando a criança necessita de cuidados especiais, como o filho de Márcio Melli, que possui paralisia cerebral. O caso de Marcio ganhou repercussão na mídia recentemente, por ser o primeiro assim no estado de São Paulo. Ele é funcionário do Detran-SP e o Tribunal Regional do Trabalho da 15º Região, em Campinas, decretou que ele terá a jornada de trabalho reduzida em 50% sem prejuízo salarial, já que ele possui a guarda integral de seu filho, Felipe.

Uma decisão como esta não é comum, já que não são em todas cidades do Brasil que já existem leis que regulamentem uma situação como esta. O processo teve início em 2016 e Márcio comemora esta vitória, pois afirma que a expectativa de vida de seu filho é incerta.

Márcio trabalha como agente estadual de trânsito no Detran da cidade de Caçapava, interior de São Paulo e possui a guarda de seu filho desde que ele tinha 4 anos. Hoje, o jovem tem 21 anos, mas é totalmente dependente de seu pai. Felipe tem má formação cerebral, uma doença congênita sem diagnóstico e apesar de ser fisicamente normal, ele tem o cérebro de um bebê de 6 meses, precisa ser alimentado, usar fralda e todos os cuidados que temos com um bebê, que naturalmente exigem tempo e dedicação.

Leia também: Juíza perdoa dívida de pai que largou tudo para cuidar da saúde do filho

Márcio diz que já começou a reduzir sua jornada de trabalho há cerca de um mês e que essa redução é de extrema importância, pois não é só cuidar de seu filho que ele precisa, mas também levá-lo ao médico, ir ao supermercado e etc…

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Felipe tem constantes crises de epilepsia e sérias convulsões e Márcio afirma que a decisão é importante pois assim ele se sente mais amparado: “É uma maneira do Estado se responsabilizar com relação às nossas tributações. Acho que todo mundo deveria ter a redução dos tributos de maneira prática. A gente sempre sente o abandono do Estado. Nesse caso me sinto menos abandonado”.

Com informações de G1

Fotos: Márcio Melli

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