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Funcionário da Gol antecipa voo de homem para transplante

No primeiro semestre de 2018, a Gol, através do programa Asas do Bem, transportou 757 órgãos gratuitamente. Em 2017, foram 1.335.


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28 de agosto é o ‘Dia Nacional do Voluntariado’, um dia que lembra a importância de ajudar ao próximo sem esperar nada em troca, apenas para construir um mundo melhor para todos. A Gol tem mais de mil razões para comemorar a data. Só em 2017, através do programa Asas do Bem, a empresa transportou 1.335 órgãos gratuitamente para transplante.

O Asas do Bem foi criado em 2014, para ajudar a divulgar o transporte gratuito de órgãos que as empresas aéreas realizam todos os dias. Juntas, a Gol e outras aéreas trabalham para que o Brasil tenha o maior sistema público de transplantes.

No primeiro semestre de 2018, a Gol transportou 757 órgãos, nas cabines dos pilotos das aeronovaes, o local mais seguro para o transporte. Uma ação voluntária que ajuda a salvar centenas de vidas, e que emociona os funcionários da empresa, como o Luiz Nogueira, 47 anos, há 12 anos na Gol.

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“É um sentimento muito intenso porque a gente sabe a importância que tem para as pessoas que aguardam um órgão para o transplante. É gratificante saber que uma vida pode ser salva. Infelizmente uma vida se perde, mas alguém pode dar continuidade através do nosso trabalho”, diz Nogueira em conversa com o Razões para Acreditar.

“Vemos isso acontecer com uma frequência considerável. É bastante comum.”

Além de transportar órgãos, a empresa também já transportou um paciente que estava na fila de doação. Um rapaz, de Porto Seguro, na Bahia, tinha que correr contra o tempo para fazer um transplante de rim. Ele foi notificado de que havia um rim disponível no Rio de Janeiro, mas que precisaria viajar o mais rápido possível para não perder o órgão.

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Luiz Nogueira

O paciente chegou a Salvador e pegou o voo em que Nogueira estava trabalhando. Ele explicou sua situação para o chefe de cabine e mostrou os documentos que comprovavam a urgência do transplante. O homem faria uma escala em São Paulo e só depois seguiria para o Rio de Janeiro.

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Levaria um tempo para ele embarcar no voo, então, durante o voo de Salvador para São Paulo, Nogueira sugeriu ao piloto da aeronave antecipar o voo do paciente de São Paulo para a capital fluminense.

“Após o nosso pouso em Congonhas, o voo dele seria o segundo para o Santos Dumont. Nós o colocamos no primeiro voo. Isso com a ajuda dos nossos colaboradores de solo. Além disso, ele nem precisou desembarcar, porque o mesmo avião fez o primeiro voo para o Santos Dumont”, explica Nogueira.

A essa altura, o rapaz chorava muito e transpirava, uma mistura de gratidão à empresa com a ansiedade para desembarcar no Rio de Janeiro. “Ele ria ao mesmo tempo, e confesso que a gente chorou com ele. Apesar do sentimento de transportar um órgão, você levar o receptor, a emoção estava viva ali junto com você.”

Curiosamente, podemos chamar de ‘destino’ também, a escala de Nogueira terminava em São Paulo. Dali ele voltaria para Vitória, no Espírito Santo. Porém, ele chegaria mais rápido se pegasse um voo no Rio de Janeiro. Então, ele resolveu permanecer no voo e, no desembarque, acompanhou o paciente até seus familiares.

“Todos choravam muito. Como era um momento da família, me despedi brevemente e fiquei bastante emocionado porque é bacana participar disso. Eu digo como ser humano, não como funcionário da empresa. E saber também que eu não estava sozinho, que todos os funcionários colaboraram, foi bacana demais”, conta Nogueira, emocionado.

Uma semana depois, a família do paciente ligou para Nogueira pra dizer que tinha dado tudo certo no transplante e que o rapaz estava reagindo bem.  Esse foi o último contato do chefe de cabine com a família, pois ele acabou perdendo seu celular.

Logística

Embalado e dentro de um cooler, o órgão é transportado na cabine do piloto da aeronave, o lugar mais seguro para seu transporte. Antes de qualquer passageiro, o órgão é o primeiro a desembarcar para agilizar a entrega ao receptor.

“Ele fica na cabine porque não corre o risco de alguém esbarrar nele e danificar. Existe uma série de formulários que devem ser ativados. Essa responsabilidade é do comandante. O funcionário do solo leva o órgão para o comandante, ele assina a documentação e acomoda o órgão na cabine dele. E quando nós pousamos, antes de qualquer procedimento adicional, o foco é sempre no órgão. Ele é o primeiro a sair”, explica Nogueira.

Reação dos passageiros

O bacana é que a Gol divide esse trabalho com os passageiros do voo para sensibilizar a todos sobre a importância da doação. Em todos os voos que ocorrem o transporte de órgãos, o piloto da aeronave, em seu discurso de boas-vindas, anuncia que aquele voo está com um órgão a bordo. Os passageiros recebem a notícia da melhor forma possível.

“É comum eles elogiarem e muitos ficam surpresos porque acham que o transporte de órgãos só acontece em uma aeronave executiva, num avião menor ou em um helicóptero, que também fazem o transporte. Mas eles ficam surpresos em ver um avião comercial fazer o transporte”, afirma o chefe de cabine.

crédito das fotos: Divulgação

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