Morador colore casas de comunidade para melhorar autoestima dos moradores no RS

Da série: pessoas que vão lá e fazem!


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As cores iluminam dias cinzentos, um rosto triste, elevam nossa autoestima. Onde existiam entulhos, paredes de madeira e mal rebocadas, hoje vemos azul, rosa, verde, amarelo e todas as cores que você puder imaginar. Os moradores sentem orgulho do seu cantinho, apesar das adversidades enfrentadas dia após dia. Tudo isso graças ao coração de ouro do pintor Claudio Roberto da Costa. Ele é um dos 4 mil moradores da Vila Safira, na zona Leste de Porto Alegre. Costa é pintor e um transformador social. Ele propôs aos moradores da comunidade, no bairro Mario Quintana, colorir as casas de todo mundo, pois notou que o pessoal sentia vergonha do lugar.


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Costa investe boa parte de seu tempo na melhoria da qualidade de vida dos moradores da comunidade. Quando não está trabalhando, confecciona placas para as ruas sem sinalização ou está no espaço cultural que ele criou no quintal de sua casa, onde são oferecidas oficinas de percussão, teatro e informática. O pintor também já revitalizou uma praça que servia de depósito de lixo e, anualmente, realiza campanhas para arrecadar material escolar e distribuir entre os moradores e as escolas da Vila Safira.

“Aqui sempre faltou asfalto, fruteira, farmácia, e ninguém queria morar no fim do mundo. Em vez de sair da vila, como muita gente fez, pensei que seria uma boa melhorar o ambiente”, disse Costa ao Zero Hora.

A ideia de colorir a Vila foi inspirada na foto de uma favela colorida na Indonésia. Ele começou pela própria casa. Depois, começaram a aparecer voluntários que, juntos, decidiram colorir todas as casas da comunidade. Os mutirões de pintura acontecem nos finais de semana e já somam cerca de 30 pessoas. Até agora, foram pintadas 12 fachadas de casas, um posto de saúde e mais de 30 pontos, entre quadras, muros, postes e meio-fios.

Muitos desses projetos Costa realiza com dinheiro do próprio bolso e a mão de obra de voluntários. Para colorir a Vila, ele recebeu ajuda da marca de tintas Suvinil, que, na semana passada, doou 2,1 mil litros de tinta. Antes, ele já havia arrecadado 500 litros através de uma campanha nas redes sociais. “Vai dar para fazer muita coisa agora. Vamos pintar as quatro escolas do bairro”.

[Nota da Redação]

Acreditamos que a tecnologia pode proporcionar momentos inesquecíveis, como a realização de assistir uma apresentação de balé ou viajar para a Espanha, tudo isso é possível através da realidade virtual. Assista a experiência que levamos a uma casa de repouso de São Paulo:

Dona Gilda relembra a época de costureira e reproduz o vestido do filme “E o Vento Levou” com a ajuda da realidade virtual. Assista!


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