Mulher conversa com morador de rua em SP e descobre que ele quer falar com sua filha há anos e resolve ajudar


filha morador de rua sp
1550 shares Compartilhar Tweet WhatsApp

Nesta semana, uma mulher postou uma história no Facebook que tem sido compartilhada milhares de vezes e nós vamos entrar nessa corrente do bem. Mariana Lopes estava no centro de São Paulo comemorando o aniversário da cidade e no meio da noite decidiu encostar em uma árvore para dar aquela descansada. Ela tomava um vinho barato na garrafa e sentou ao lado de um senhor sem teto, que chama Emir.

Seu Emir acabou pedindo um gole do vinho para ela e ela pegou uma garrafinha de plástico que tinha na bolsa e dividiu o vinho com ele. Eles acabaram fazendo amizade e conversaram bastante. Ele contou de é de Joinville e que foi para São Paulo andando. Ele, que mora no Vale do Anhangabaú disse que não mora sozinho, pois mora com Deus.  No meio da conversa, Mariana pegou seu celular e nesta hora ele perguntou se ela podia ligar para a sua filha.

Ele disse que o nome dela é Elisabeth e que continua morando em Joinville, mas que não tinha seu número. Mariana então disse que não conseguiria telefonar para ela, já que eles não sabiam seu telefone. Mas ela decidiu tirar uma foto com o senhor e compartilhar em seu Facebook, na esperança de encontrar sua filha, Elisabeth. Quer ler o depoimento completo de Mariana?

“Semana passada eu fui na festa do aniversário de São Paulo, no meio do eu rolê, decidi sentar no pé de uma árvore pra descansar.
Tinha um senhor, morador de rua, sentado nesse lugar, mas tinha lugar pra mim também, então ok, sentei do lado dele.Ele tava quietinho me observando enquanto eu curtia sentada. Ele me viu dar um gole numa garrafa de vinho barato e aí sim ele puxou assunto:

– moça, moça, me dá um pouquinho desse vinho.
– oi?
– me dá um pouquinho?
Peguei uma garrafinha de água, enchi com um tanto de vinho e dei a garrafinha pra ele- toma, pode ficar com esse vinho
– posso?
– pode
– Deus te abençoe, fia

Ele deu uma goladinha e sorriu pra mim. Dei uma golada na minha garrafa também

– viu, como é seu nome?
– Emir
– Emílio?
– Emir!
– Atah, Emir…

– vc mora por aqui, Emir?
– moro, moro – mas ele tava com uma cara de perdido nessa hora
– vc sabe onde a gente tá? A gente tá no Vale do Anhangabaú
– isso! É aqui que eu moro!
– e vc mora aqui sozinho?
– eu e Deus! – nessa hora ele apontou pro céu
– e como vc faz pra se alimentar, Emir?
– bolsa família, graças a Deus

– mas eu não sou daqui não. Sou de Joinville. Vim pra cá andando.
– andando? Sozinho?
– sozinho não. Vim eu e Deus
Achei bonitinho porque ele sorriu todas as vezes que falou de Deus.

Mas enfim, continuamos conversando. De repente, quando ele viu meu celular, ele disse

– moça, liga pra minha filha?
– pra sua filha? Onde ela tá?
– em Joinville.

Eita (como eu ia ligar pra uma mulher em Joinville)

– como é o nome dela?
– Elizabete
– mas, Emir, vc sabe o número dela?
– não sei não
– então eu não tenho como ligar, Emir. Pra ligar, a gente precisa saber o número
– atah…

Ele deu mais uma golinho no vinho, pegou minha mão e disse “deus te abençoe, fia”

Ficamos amigos e tiramos essa foto juntos

(Se vc for a Elizabete de Joinville que tem um pai chamado Emir, perdido por esse mundão, saiba que seu pai mora no vale do Anhangabaú, acompanhado de Deus e da fé dele, e que ele não entrou em contato com você ainda pq ele não sabe seu número. Mas ele pensa muito em você)

Quem quiser compartilhar, fique a vontade, quem sabe a gente chega até a Elizabete…

Esta é a postagem original dela:

Boa sorte seu Emir! A gente espera que em breve você possa reencontrar sua filha!

Foto: reprodução Facebook / Mariana Lopes


Acessar

Resetar senha

Voltar para
Acessar