Prefeitura de BH auxilia portadores de sofrimento mental a ingressar no mercado de trabalho

Por mais oportunidades de emprego para pessoas estigmatizadas pela sociedade como incapazes e improdutivas.


sofrimento mental
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A inserção de pessoas com sofrimento mental no mercado de trabalho é uma demanda que precisa ser debatida e colocada em prática. Além de empoderar essas pessoas, esse importante passo é positivo também para a própria economia do país. Toda sociedade ganha nesse movimento.

A Prefeitura de Belo Horizonte deu um passo importante – e inspirador para outras prefeituras e governos – nessa direção. Por meio da Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Ministério do Trabalho e do Senac, o projeto executado pelo SUS-BH beneficia 80 pessoas na capital mineira.

Elas trabalham no Supermercado Verdemar, onde recebem treinamento e são direcionadas para atividades condizentes às suas necessidades e potenciais.

A vida do repositor Alan Felipe Pacheco, de 30 anos, mudou radicalmente – e para melhor! – depois que conseguiu se inserir no mercado de trabalho. E não foi só o salário que lhe dou motivos para sorrir. O trabalhou melhorou sua saúde mental, o que prova que a atividade física pode suprir o efeito de muitos medicamentos.

“A minha saúde em geral melhorou 85%. Dos 145 kg que tinha antes, perdi 50. A quantidade de medicamentos também reduziu de 10 para dois. Trabalhar para mim é uma terapia ocupacional. Me sinto digno de voltar para o mercado de trabalho”, disse Alan, que, já pensa em retomar os estudos e almeja fazer um curso superior na área de tecnologia.

Felipe, como os demais funcionários contemplados pela iniciativa, frequentam centros de convivência de pessoas com sofrimento mental, que substituíram os hospitais psiquiátricos em BH. O repositor do Supermercado Verde Mar é frequentador do Centro de Convivência Carlos Prates.

A gerente do Centro de Convivência Arthur Bispo do Rosário, Karen Zacché, explica que a seleção na rotina dos centros de convivência é feita levando-se em conta o interesse da pessoa. Depois, essas pessoas são encaminhadas para a empresa e começam a fazer o curso.

Durante o treinamento, elas recebem meio salário mínimo, vale-transporte, carteira assinada, plano de saúde, seguro de vida e alimentação gratuita. O curso acontece todos os dias da semana, com uma carga horária de 4 horas diárias, no Senac, enquanto a aula prática é oferecida no supermercado. Esses novos profissionais desempenham funções como a de atendente na rotisseria e na preparação de patês, sanduíches, doces e manipulação de alimentos.

Quanto mais a empresa aderir, melhor para ambos, a inclusão humaniza a empresa, traz valores aos negócios e coloca no mercado de trabalho um grupo estigmatizado pela sociedade por preconceito. O trabalho auxilia o sujeito a se emancipar e ajuda o seu tratamento”, afirmou Leandro Souza Pinho, superintendente de Recursos humanos do Supermercado Verdemar.

Com informações da Prefeitura de BH / Foto de capa: Leila Porto


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