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Presos ganham remição de pena e salário trabalhando em SC

Eles recebem um salário mínimo por mês e conseguem descontar um dia de pena a cada três dias de trabalho.


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Entre 2006 e 2016, a população carcerária no país passou de 401,2 mil para 726,7 mil, segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). O número aumentou absurdamente, e por isso é importante que as unidades prisionais ofereçam atividades para melhorar o cotidiano dos presos.

É o que acontece na Unidade Prisional Avançada (UPA), em Indaial, município de Santa Catarina. A Taschibra, uma das maiores indústrias de iluminação da América Latina, possui uma fábrica na unidade prisional. O projeto ‘O trabalho que reacende’ completa 10 anos em 2018.

Hoje, a iniciativa conta com 70 presos trabalhando 42 horas por semana. Eles recebem um salário mínimo por mês e conseguem descontar um dia de pena a cada três dias de trabalho.

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Bruno Ricardo Alves Paes é um deles. Há oito meses detido, ainda tem mais um ano de pena para cumprir. “Sem o projeto seria complicado porque não teria como ocupar a mente de maneira positiva. Aprendendo e trabalhando vou sair daqui um cidadão melhor”, diz.

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O colega Darbi de Mattos Siqueira ainda tem cinco anos de pena pela frente. Desde que começou a trabalhar se sente diferente. “Aprendi a ser mais calmo, mais paciente, a conviver com o próximo”, relata.

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O projeto funciona como uma extensão da fábrica da Taschibra. Sempre que um produto é lançado, um funcionário da empresa vai até a UPA de Indaial para treinar os presos na linha de produção. São produzidos diversos tipos de luminárias, somando aproximadamente 1,5 milhão de peças por mês.

A mudança no comportamento dos presos mudou a realidade dentro da Unidade Prisional de Indaial:

“O trabalho deixa a rotina dentro da unidade mais tranquila. Além disso, o projeto inverteu uma situação: antes as famílias ajudavam quem estava aqui dentro. Agora, quem está aqui se sente útil e ainda consegue ajudar a família com o salário que recebe, um salário mínimo por mês”, afirma Ricardo da Silva Morlo, diretor da UPA.

crédito das fotos: Divulgação


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