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Vizinhos ajudam moradores do prédio que desabou após incêndio em São Paulo


Vizinhos ajudam moradores do prédio que desabou após um incêndio em São Paulo
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A cidade de São Paulo acordou assustada, em meio à região central só se ouvem helicópteros desde a madrugada, por conta de um prédio que desabou após um incêndio que ocorreu no largo do Paissandu.

Números oficiais dizem que 92 famílias moravam no prédio, mas não-oficialmente já se fala em 150 famílias que perderam tudo nesta noite, pois tiveram que sair correndo o mais rápido possível para sobreviverem.

Segundo Chico Felitti, repórter do BuzzFeed News, antes das 6h da manhã a analista de marketing Fernanda Almeida chegou ao local do desabamento e foi reconhecida pelas crianças filhas dos familiares que a chamam de “tia”. Fernanda faz parte de um grupo católico de ação social com mais 14 voluntários da Comunidade de Sant’Egidio, ela foi até o local levar centenas de peças de roupas para as famílias que perderam tudo.

Na reportagem, Chico também conta que vizinhos se mobilizaram, como a aposentada Claudia Lisé, de 65 anos, que levou a própria ração que havia comprado para seus cachorros, e resolveu levar para os animais das famílias: “Eu sabia que ia ter gente oferecendo a mão para os humanos, e fico feliz que tem. Mas pensei que os bichos iam ficar sem nada”, disse ela.

Ainda um funcionário da Padaria Aurora levou pães, queijo e leite para as pessoas que agora estão desabrigadas no centro de SP.

Ajude famílias do prédio que desabou em SP

Segundo o site G1, a Cruz Vermelha de São Paulo está recebendo doações de todos os tipos – em especial, água, alimentos não perecíveis, roupas, sapatos e itens de higiene pessoal. As pessoas que quiserem ajudar, devem levar as doações para a sede da Cruz Vermelha, localizada na Avenida Moreira Guimarães, 699, próximo ao aeroporto de Congonhas, onde serão triadas e destinadas às famílias atingidas.

Ainda segundo a matéria do BuzzFeed News, Vans da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da prefeitura distribuíam colchões de solteiro, que eram desensacados e colocados na praça, em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que estava fechada.

A jornalista Nayara de Deus acompanhou em primeira mão o início do incêndio, e publicou em seu stories no Instagram, até depois do desabamento, ela conversou com moradores e trouxe um olhar das pessoas que moravam por lá. Assista aqui.

Depois ela publicou uma foto contando um pouco do que presenciou do prédio que desabou em SP:

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A madrugada de hoje me trouxe de volta ao movimento por moradia de SP. Infelizmente vinculado a uma tragédia que pude lhes noticiar por meio dos meus stories, em primeira mão. Antes que qualquer veículo da imprensa tivesse sentido os primeiros sinais de fogo que queimavam os pertences de cada morador que ocupou aquele edifício. Vocês puderam me avaliar por meio de uma jornada televisionada ao longo de um mês no BBB18. Um mês dentro da minha estória de 33 anos de vida. Por isso, certamente não sabem que há mais de um ano uso o jornalismo solidário pelo movimento de moradia. Porque a luta de cada um de seus integrantes: é também minha. Honro com a despesa do meu aluguel há 14 anos, sozinha. Despesa esta que jamais foi leve mas, que parece mais pesada de 3 anos para cá com a crise que fez as notas azuis de R$100, de repente, parecerem com as rosadas notas de R$10. O centro de São Paulo vive um dos momentos mais tenebrosos da especulação imobiliária. Não querem mais pessoas iguais a mim vivendo o centro da cidade. Por isso, luto para me manter aqui. Mesmo que, para tanto, eu corriqueiramente emende semanas e finais de semanas sem cessar em jornadas malucas de trabalho. Enquanto na Constituição seria um dever do Poder Público garantir moradia às camadas mais necessitadas da sociedade, há mais de 300 mil imóveis abandonados por seus proprietários na cidade. E pouquíssimos projetos a fim de sanar o déficit habitacional existente. Portanto, cada morador do edifício que nesta madrugada ruiu, me representa. Porque o movimento por moradia é RESISTÊNCIA. Se pouco ou, quase nada é feito pelo contribuinte, eu fico com os trabalhadores que tomam o patrimônio abandonado. Público, ou, privado. (Sim! Não são vagabundos. São trabalhadores!). Quando, gente? Quando as autoridades políticas se sensibilizarão com cada guerreiro de nosso amado Brasil nos campos da Educação, Saúde, Segurança e Habitação?!? Basta! O Brasil que queremos para nós, não é o Brasil que as autoridades políticas querem nos dar. Vibremos para que as mães e pais do extinto edifício consigam, com rapidez, um abrigo para seus filhos. Fotos: Nayara de Deus #moradia #habitação #habitacion #frentedelutapormoradia

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Fotos de capa: Chico Felitti / Nayara de Deus

Com informações do BuzzFeed News e G1.

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