Conheça 5 projetos inovadores que podem mudar a vida de refugiados


A crise migratória que se espalha ao redor do mundo já partiu inúmeros corações. Mas em meio ao caos, muitas luzes se acendem em prol da solidariedade e as pessoas têm unido esforços para se ajudarem. E dentro disso, até mesmo o design e a arquitetura apontam soluções práticas e possíveis. Duvida? Conheça 5 projetos inovadores que podem facilitar a vida de refugiados.

Somente em 2015, mais de 1,25 milhão pedidos de asilo foram solicitados em toda a Europa e este número chegou a dobrar em 2016. Com estes números assustadores, precisamos urgentemente unir esforços na luta pela vida e sobrevivência dos nossos semelhantes. A conferência internacional What Design Can Do lançou um desafio no ano passado propondo novas iniciativas focadas no bem estar de quem teve de deixar seu próprio país.

Estas ideias inspiradoras foram aprimoradas durante um ano e serão apresentadas na edição 2016 do WDCD, que acontece em São Paulo entre os dias 13 e 14 de dezembro. Os ingressos estão à venda através do site para quem quiser acompanhar tudo de perto e assistir as palestras pensadas em ações transformadoras para a sociedade. 

1. AGRIshelter

Baseado na Itália, o arquiteto iraniano Narges Mofarahian apresentou um projeto para ampliar a oferta de abrigos para refugiados, considerando fatores econômicos, sociais, urbanísticos e ambientais. Seriam residências de 35m² cada, construídas com materiais biodegradáveis, novos e duráveis, incluindo isolamento térmico. As casas podem ser implantadas facilmente em qualquer local, preferencialmente em terrenos baldios para evitar formação de guetos.

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2. The Welcome Card

Refugiado não é indigente, então nada melhor que começar por acolher estas pessoas como quaisquer outras. O Welcome Card foi idealizado por um time ítalo-sueco para aliar tecnologia RFID à integração e identidade na hora em que solicitam asilo nos países europeus. O cartão temporário de identificação teria todas as informações cruciais sobre o imigrante, além de dar insumos e instruções relacionadas a agências governamentais de imigração e outras organizações de auxílio. Informações sobre transportes, cursos de idiomas e eventos relevantes para determinada comunidade também constariam no cartão, que fornece os dados ao ser pareado com um leitor.

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3. Eat & Meet

Muitos refugiados têm usado seus dotes culinários como forma de renda durante asilos e participado de refeições compartilhadas – já contamos sobre isso aqui. Com base nisso, um franco-marroquino e uma canadense, que estão no Brasil, pensaram em transformar ônibus – que já ajuda as pessoas em termos de distância – em food trucks onde os refugiados podem cozinhar e vender comidas tradicionais de suas culturas. Uma receita semanal seria oferecida aos clientes, que ali não só teriam a oportunidade de provar novos sabores, como se conectar com uma cultura desconhecida. O que fosse arrecadado seria dividido entre os refugiados e o reinvestido em projetos de integração.

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4. Makers Unite

Depois que chegam a um país, como refugiados se colocam no mercado de trabalho? Com dificuldades, são poucos os que conseguem emprego. É aí que entra o Makers Unite, projeto elaborado por gregos e holandeses que, através da ressignificação de coletes salva vidas e botes recolhidos na costa da Grécia propõe a criação de uma economia circular baseada no desenvolvimento e codesign de produtos engajadores. Os lucros da coleção são revertidos à causa dos refugiados e aos makers recém-chegados no continente europeu.

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5. Reframe Refugees

Uma dupla de holandeses pensou em formas de modificar a visão que o mundo têm dos refugiados, que sempre são retratados em situações vulneráveis e desesperadoras. Uma plataforma digital teria fotos e histórias contadas por eles mesmos, visando aproximar os europeus de suas vidas e propor mudanças na forma como são vistos, mesmo que de maneira sutil. Ali seria exposto um outro lado da situação, focando nos sonhos, ambições e impressões dos refugiados, que nem sempre são ouvidos. Veículos de imprensa poderiam comprar os dados exibidos no projeto e o dinheiro seria direcionado a entidades de apoio escolhidas por quem forneceu as informações.

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Saiba mais sobre o What Design Can Do:

Garanta seu ingresso aqui.

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