Medalhas com guizos possibilitam que atletas paralímpicos possam escutá-las


As Paralimpíadas Rio 2016 estão emocionantes e extremamente vibrantes com o tanto de gente reunida para torcer na Cidade Olímpica. Agora uma novidade que deixou todo mundo curioso foi quando os atletas com deficiência visual começaram a chacoalhar suas medalhas no pódio. O motivo? Pela primeira vez, eles podem diferenciá-las através do som.

Friedemann Vogel / Getty Images
A neozelandesa Mary Fisher ouvindo sua medalha de ouro dos 100ms nado costa.

A produção de 5 mil medalhas com a deusa da vitória Nike estampada inclui a inscrição “Rio 2016 Paralympic Games” em braile e, através de um gesto simples, permite que os atletas cegos possam descobrir o prêmio que têm em mãos: ouro, prata ou bronze.

Foto: Buda Mendes / Getty Images
A nadadora Amy Marren, da Grã-Bretanha, sente a medalha de bronze. 

O som é emitido por meio de bolinhas de metal (guizos), que, de acordo com a quantidade, revela qual é o material da medalha. A de ouro, por exemplo, carrega 28 pequenas esferas em seu interior, enquanto a de prata tem 20 e a de bronze, 18. A sensação de vitória e descoberta do que se tem em mãos certamente traz encantamento para quem chegou ao pódio.

O nadador brasileiro Matheus Souza curtindo o som de sua medalha de bronze. Foto: Buda Mendes / Getty Images
O nadador brasileiro Matheus Souza curtindo o som de sua medalha de bronze. 

Os métodos de inclusão ficam mais ricos com a chegada dessa experiência sensorial, que consegue emocionar ainda mais os vencedores das provas como atletismo, natação e vela. Delicada e ao mesmo tempo extremamente simbólica, a iniciativa da organização da Rio-2016 merece uma medalha de ouro.

Este aí em cima é o nadador Bradley Snyder ouvindo a medalha de ouro.
Este aí em cima é o nadador Bradley Snyder ouvindo a medalha de ouro.

O vídeo abaixo mostra o processo de produção das medalhas que “falam”. Olha só:

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