Arte e esporte fortalecem vínculos e abrem possibilidades para crianças e jovens


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(Por Claudia Corbett)

Os olhos de Beatriz brilham quando ela fala de balé clássico. Aos seis anos conheceu a dança no Centro Promocional Nossa Senhora da Visitação. Hoje, com 16 anos, já apresenta o balé de repertório, modalidade que conta uma história como se fosse uma peça teatral e domina a sapatilha de pontas. A garota rompeu os limites da instituição e faz aulas também em uma academia de balé pela qual foi convidada. “A dança faz parte de mim. Minha meta é tirar meu DRT, registro que regulamenta a profissão de bailarina e começar a dar aulas”, comentou Beatriz. Cursando o segundo ano do ensino médio, a jovem ainda está indecisa em seguir a carreira de bióloga ou de professora de educação física, mas confessa que nunca deixará de se dedicar ao balé.

Assim como Beatriz, outras centenas de crianças e adolescentes atendidos pela Nossa Senhora da Visitação, entidade parceira da Fundação FEAC, estão conhecendo novas possiblidades para suas vidas graças à oferta de atividades com música, dança e esportes. João Vitor Ramos de Queiroz, 9 anos, é mais um exemplo. Craque no futebol, agora faz parte da escolinha do Guarani Futebol Clube. “Além de uma possibilidade de profissão, o futebol, como qualquer outro esporte, é importante para a saúde, e soma o aprendizado de cooperação, respeito às regras e a lidar com frustações”, complementou Wilson Antonio da Silva Junior, educador social que também tem formação em Educação Física. A entidade tem cinco turmas de futebol para meninos e duas dedicadas às meninas.

Ao término das oficinas temáticas, enquanto tomam lanche, as crianças e adolescentes participam de rodas de conversas. É neste momento que trocam experiências, falam das suas vontades e contam seus sonhos. “A cultura e o esporte trazem muitos benefícios para a formação pessoal, para o desenvolvimento motor e ainda trabalham o emocional. Melhoram a autoestima e isso faz com que as crianças, adolescentes e jovens sintam-se motivados”, destacou Camila Etter, educadora social dedicada às atividades de balé clássico.

Música para o futuro

A musicalização tem várias frentes. A instituição oferece oficinas de violino, violão, teclado e coral. Este projeto envolve a maioria das crianças e jovens atendidos. “Alguns passam por todos os instrumentos sem se apegar, mas permanecem na oficina por se sentirem bem e gostarem de música. Outros se identificam logo de cara e querem se aperfeiçoar”, contou o educador Rodrigo Monteiro Capri – responsável pela oficina de viola e violino.

O contato com os instrumentos melhora a autoestima e desperta o interesse por disciplinas como matemática, desenho, português e línguas estrangeiras. “A música desenvolve o lado esquerdo do cérebro, que é o lado da criatividade, do raciocínio lógico e do saber se expressar”, destacou Wanderlei Teixeira de Jesus, à frente da oficina de violino e violoncelo. Segundo os educadores sociais, os jovens se sentem mais seguros a partir do momento em que começam a se apresentar em público. “A partir do domínio do instrumento e presença no palco, se fortalecem e passam a pensar no que querem ser profissionalmente, porque sentem–se capazes de enfrentar todas as barreiras que possam aparecer”, complementou o professor.

Marcelo Raziel Carvalho Lopes Graciette, 18 anos, iniciou o aprendizado musical com o violino e passou para violoncelo. Hoje, incentivado pela instituição, frequenta outros conservatórios musicais e uma escola de música em busca da especialização que precisa para realizar seu sonho de ser músico profissional e professor de violoncelo. “A música para mim é tudo. Posso dizer que é o ar que eu respiro”, frisou.

As atividades de cultura e esporte são estratégias meios para o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. Por meio delas, é possível desenvolver habilidade sociais importantes para o desenvolvimento pessoal e social da criança e do adolescente. “Estas ações ampliam o repertório comportamental para o enfrentamento de situações de vulnerabilidade e risco social que a mesma enfrenta”, destacou o assessor social da Fundação FEAC, Alann Scheffer Oliveira.

O Centro Promocional atende cerca de 365 pessoas com prestação de serviços, execução de programas e projetos de proteção social básica voltados a crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade ou risco social e pessoal.

Saiba mais: https://www.cpvisitacao.org.br/



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