Escolas no Rio incluem estudos de violência contra as mulheres na grade curricular


violência contra as mulheres
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Depois de colocar danças africanas dentro do ensino de uma escola (relembre aqui), a Rede estadual do Rio de Janeiro vira notícia novamente ao incluir estudos de violência contra as mulheres na grade curricular. Levando informações sobre a Lei Maria da Penha e noções básicas de agressões enfrentadas pelo público feminino, as videoaulas visam colaborar com a formação de docentes e estudantes, ampliando seu senso de humanidade.

Somente no Estado fluminense, o percentual de mulheres vítimas de algum delito registrado em delegacia de polícia civil foi 48,0%, somente em 2015, segundo o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica contra a Mulher. Elas representam 52,0% da população total. Tenso, não? Ou seja, é realmente necessário educar a população sobre tais danos para, quem sabe, começar a sanar o problema.

A iniciativa é uma exigência da Lei Estadual nº 7.477, de outubro de 2016, que torna o ensino do tema obrigatório nas escolas. Por meio de um convênio entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Educação, as videoaulas gravadas pela promotora de Justiça Lúcia Iloizio, do MPRJ, começaram a ser exibidas no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, dentro das disciplinas de Português, História, Filosofia e Sociologia.

violência contra as mulheres

Cada vídeo tem duração de aproximadamente cinco minutos e transmite informações sobre a Lei Maria da Penha. “Evitamos falar termos jurídicos usuais, de forma a tornar o tema mais compreensível para esse público jovem, que não tem formação jurídica. Falamos sobre o que é a Lei Maria da Penha e sobre a violência contra mulheres, mostrando, com exemplos, como proceder, aonde ir, como buscar ajuda, detalhou Lúcia a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Segundo o procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, a ideia de conscientização poderá ser adotada por outros estados.

Os números são alarmantes e assustadores. O Balanço da Central de Atendimento à Mulher (SPM-PR) de 2014 aponta que em mais de 80% dos casos de violência reportados, a agressão foi cometida por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados.

Entenda o que é violência doméstica e familiar neste link. Para todos os casos, ligue 180 para denúncias de violência contra a mulher. 

gráficos de estudos de violência contra a mulher

gráfico de estudos de violência contra a mulher

Fotos: Reprodução/Banco de imagens, MPRJ e Instituto Patrícia Galvão


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