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Estudantes “esquecem” livros pela cidade e incentivam a leitura no Rio


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No banco do metrô, nos corredores do shopping, na grama do parque: durante esta semana, os cariocas podem “ser encontrados” por livros em qualquer lugar da cidade.

Dezenas de estudantes de três unidades do colégio CEL International School – localizadas na Barra da Tijuca, no Jardim Botânico e no Norte Shopping – estão “esquecendo” títulos em locais públicos para que desconhecidos achem e fiquem com eles. O projeto, intitulado #UmLivroMeAchou, foi idealizado para comemorar duas datas importantes: na última quarta-feira, 18 de abril, foi aniversário do escritor brasileiro Monteiro Lobato e Dia Nacional do Livro Infantil. Já o dia 23 de abril, segunda-feira, é celebrado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.

Já publicamos aqui no Razões uma ação similar de um projeto que aconteceu em SP, relembre aqui.

Ao que parece, os livros esquecidos já começaram a encontrar novos donos. Na última segunda-feira (16), Marcele Pacheco, 15, estudante do 1º ano do Ensino Médio, deixou um exemplar de Patty Palito, de Susana Klessen, preso à mão de uma estátua, no Norte Shopping, Zona Norte da cidade. “Cê achou esse livro, né?”, escreveu a aluna na folha de rosto. “Espero que goste e a partir dele venham muitos outros”. Para sua surpresa, a menina recebeu, no dia seguinte, um bilhete de Adriano Barbosa, segurança do shopping, agradecendo pela atitude e revelando ser apaixonado por literatura.  O recado simpático chegou a ela por meio de funcionários da escola.

Por incrível que pareça, eu amo ler! Ou seja, você acertou em cheio no presente”

“Que legal seu gesto!”, escreveu Adriano. E completou: “Por incrível que pareça, eu amo ler! Ou seja, você acertou em cheio no presente”. O rapaz, que tem apenas 22 anos, conta ao CEL que tomou a atitude porque queria agradecer pelo gesto de Marcele. “Fiquei surpreso, nunca tinha visto uma ação como essa. Queria que ela soubesse que eu encontrei e li”, revela. Barbosa disse também que gosta de ler desde muito jovem e tem preferência por livros de teor histórico e biografias. Como o romance doado pela estudante é infantojuvenil, ele decidiu, após a leitura, devolver o livro a funcionários do colégio para que seja repassado a uma criança ou adolescente. Durante a conversa com o CEL, o funcionário traz consigo um outro título, com o marcador de página indicando que a leitura já está na metade.

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Marcele conta que não esperava receber um retorno de quem encontrou o livro. “Achei muito legal e me motivou a repetir o gesto cada vez mais”. Além dela, cerca de 55 outros alunos, espalhados pelas zonas Norte, Sul e Oeste da Cidade, também aderiram à campanha e estão escondendo livros em lugares de sua escolha. Duas decidiram, inclusive, enviá-los a amigos que vivem fora do país. Nicole Bonfim, da mesma turma de Marcele, vai doar o livro Viagem ao Céu e o Saci, de Monteiro Lobato, para seu primo Thalles, que vive em Connecticut, nos Estados Unidos. Já Camila Costa, também 15, aluna do 9° ano, escolheu Asas, de Danielle Steel, para presentear uma amiga que vive em Quebec, no Canadá. “Ela é uma pessoa muito especial e, assim como eu, adora ler. Por isso, a escolhi para receber essa ação que é tão legal”.

Com a empolgação dos estudantes, alguns funcionários do CEL International School também resolveram entrar na brincadeira. É o caso da professora de português Carla Seixas, 35, que escolheu o livro O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne, para deixar em um local público. Ela conta que não foi fácil trazer o romance, que é, para ela, uma leitura especial, mas não queria escolher uma obra que não tivesse sido marcante. “Compartilhar um livro é compartilhar experiência de vida, seja ela positiva ou negativa. E a história não vem solitária, ela carrega, consigo, os últimos leitores”.

A atitude, é claro, não é exclusiva de estudantes do CEL. Qualquer pessoa, em diferentes locais do Brasil e do mundo, pode “esquecer” livros em lugares estratégicos de sua cidade e usar a hashtag #UmLivroMeAchou para compartilhar a iniciativa. E a pequena Isabela Koppel, 13, estudante do 7º ano, tem um recado para quem quiser fazer parte da corrente: “Espalhar livros é espalhar amor pelo mundo. E estamos precisando muito disso, não é mesmo?”.

Com informações da assessoria – Fotos: Divulgação 

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