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Evento discute tecnologia na educação e revela projetos para 2030


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Como falar de um evento sobre educação promovido pelo Instituto Ayrton Senna com patrocínio da Microsoft na Expo Edutec? A iniciativa, como você deve saber, é encontrar maneiras de proporcionar um desenvolvimento no meio da educação para que o modelo de ensino não fique estagnado. Assim, por que não utilizar um pouco da tecnologia para ajudar nesse processo? Eu sei, parece um pouco difícil estabelecer até que ponto ela beneficia e até que ponto ela prejudica no estudo. Mas o profissional Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação, do Instituto Ayrton Senna acredita que podemos transformar o mundo num lugar melhor com algumas práticas a serem desenvolvidas nesse âmbito.

Assim, ele revela que: “Não adianta aumentar a escolaridade se não tiver um significado. Se tiver escolaridade com educação de qualidade o impacto na produtividade é imenso.” O foco durante a mesa-redonda promovida no evento era falar sobre o papel da tecnologia na educação de 2030 e o tema se mostrou de diferentes maneiras pelo profissional. Ele acredita que “Precisamos mostrar muito mais qualidades humanas além da capacidade cognitiva.” O ideal, assim, é ter jovens preparados para encarar o mercado de trabalho após passarem por uma educação de qualidade e para isso, temos que começar a ver nossas habilidades como um conjunto e não mais separadamente. “É necessário desenvolver plenamente as pessoas e as habilidades que essas pessoas têm de ouvir o outro mesmo que com pensamento absolutamente diferente do meu, mas entendendo que a verdadeira razão está no bem coletivo, na capacidade de deixar esse mundo mais feliz. Deixar um legado bacana pros nossos filhos, pros nossos netos”, revela.

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Além dele, Daniel Maia, gerente de programas acadêmicos da Microsoft, também deu seu parecer sobre a melhor forma de garantir uma educação de qualidade que possa beneficiar a todos. Para ele, a tecnologia é capaz até mesmo de mudar a sala de aula com um meio mais dinâmico. Na Microsoft, como ele conta, existe uma grade completa de treinamentos seja para professores, diretores e/ou alunos. Em uma sala construída na empresa, eles conseguem rodas os treinamentos online com um material disponível para todos. Segundo ele, “Um dos grandes desafios hoje é o acesso a algumas habilidades básicas”. Assim, o planejamento é que haja um conjunto de planos de aula gratuitos, material pro professor e para o aluno que possibilite uma construção de sensores, análise de dados, etc. Além disso, Maia também mostra como a gamificação e o uso do Minecraft, por exemplo, pode ser utilizado em sala de aula, promovendo até mesmo um ambiente de trabalho em grupo, algo que será, claramente, cobrado mais tarde no ambiente de trabalho. E o ideal é que todo o material a ser oferecido possa contar com uma acessibilidade, tratando da inclusão com produtos aderentes à principais funcionalidades.

Logo depois da conclusão de Maia, a diretora de RH da IBM, Christiane Berlinck, revelou suas ideias e pensamentos sobre a educação e seu desenvolvimento. Para ela, é um desafio atual das organizações enquanto força de trabalho poder modificar e melhorar o ensino e o modo como as pessoas aprendem. “O nosso grande desafio é manter a força de trabalho constantemente relevante para que nós enquanto enquanto empresa continuemos levando valor para a sociedade”, revela durante a mesa-redonda. Berlinck também fala da grande importância da nossa capacidade de aprender também desenvolvida pela IBM como ‘Learn Hability’ e sua capacidade de se adaptar a diversos meios dando condições para as empresas continuarem constantemente aprendendo.

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Além disso, a diretora mostra sua análise sobre o andamento do nosso aprendizado durante os anos. “Nossa capacidade de aprendizado ou a maneira de aprender não evoluiu na velocidade que as tecnologias vem constantemente sendo apresentadas’’, diz ela. “O aprendizado é todo dia o tempo todo. Não cabe mais nas organizações ter um olhar mais estruturado sobre a forma de educação”. A profissional ainda termina revelando que “cada um de nós tem que ser protagonista de nossa própria obsolescência”. Concorda?!

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E isso não é tudo. A mesa-redonda ainda contou com William Respondovesk, da FINEP, que fala de como inovar no ambiente escolar e como isso pode ser, de fato, um desafio. Para ele, “personalizar o ensino é mais fácil em escolas menores’’, coisa que com o tempo deve ser implantada também com uma certa facilidade. Em relação ao ensino a distância, o profissional revela que essa pode ser uma ótima alternativa para o futuro e que ainda precisa de muito desenvolvimento para ser vista de uma maneira mais positiva pelos alunos e professores. “Ensino a distância tem mais inteligência vendo no que o aluno tem mais dificuldade”, revela. Assim, caso o aluno sofre com alguma particularidade de uma matéria específica, ele consegue se comunicar na mesma hora com o professor responsável de uma maneira simples e prática. Porém, existe ainda muito receio em relação ao uso desse ensino, pois cerca de 50% das pessoas que o iniciam acabam abandonando-o.

Com Paulo Franqueira, gerente de experiência do cliente da Adobe, em destaque na discussão, o objetivo maior fica claro: trazer os alunos, escolas e educadores para um plano só. “O objetivo maior nosso é apoiar professores, escolas, alunos. Nosso objetivo é ajudar nossos clientes a empregarem seus projetos. A gente não tem função comercial. Quando os clientes fecham com a gente, nossa função é fazer com que aquilo seja realizado”, conta. Para ele, o momento é de grande consumo de informação que, muitas vezes não nos acrescenta o que realmente precisamos como experiência e aprendizado. “Ano após ano eu vejo os professores ficando mais tensos e mais preocupados tentando reter a atenção dos alunos com um modo de ensino que foi implantado há mais de 50 anos que não funciona mais”, revela.

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Assim, o que pode ser feito para melhorar isso? Como a tecnologia se insere ai de fato? Franqueira responde: “O grande desafio que a gente tem não é só trazer a tecnologia pra sala de aula e não que o aluno saia da sala de aula, é pra que 2030 haja um processo de aprendizado de história com tecnologia, de português de tecnologia. O professor é o condutor de tudo”, conta. Segundo ele, o problema não é não pagar o curso, é a falta de perspectiva adiante. E com isso, o storytelling pode até mesmo ajudar num processo criativo que de alguma forma faz falta para os alunos, podendo se tornar uma ferramenta essencial para uma atividade em grupo.

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Agora, para Alexandre Campos, diretor do Google for Education, a intenção de conseguir uma educação de qualidade começou já há dez anos quando professores na Califórnia começaram a procurar o Google com a seguinte questão ‘to usando Google na escola, preciso de ajuda’, segundo ele. Assim, isso chegou nas mãos dos fundadores Larry Page e Sergey e o Google nasceu de um projeto de doutorado da universidade contando com a ideia de ajudar esses professores e fazer algo pela educação. “E aí nesse momento foi criada uma área do Google que se chama Google for Education mundial. Aqui no Brasil nós estamos quatro anos e meio e o grande objetivo o que que é? É como o Google consegue ajudar a simplificar a vida da escola, professores, conselheiros pedagógicos, diretores, pessoal que tenha que usar a tecnologia em sala de aula”, revela o diretor.

Dessa forma, eles começaram a questionar porque se o PC chegou já há 30 anos nas escolas do mundo, tão pouca gente o estava usando como forma instigadora e prazerosa para ensinamento dos alunos? Pois é. Havia muitas barreiras até então como aplicativos muito complexos e infraestruturas despreparadas com computadores lentos e com vírus. Por isso, um dos produtos criados pelo Google foi o Google Classroom que é o Google na sala de aula que faz parte do Suit for Education, gratuito para qualquer escola e universidade no mundo. Além dele, o Chromebooks também passou a integrar o meio escolar, um notebook leve e barato com uma bateria que dura de dez a doze horas por dia. “E aí nessa jornada o que a gente busca inspirar professores pra ter razões para acreditar que é possível fazer tecnologia chegar para tornar a sala de aula mais atrativa, porque o grau de evasão escolar na educação no Brasil é de chorar. Então precisa ser feito algo e essa geração atual não tem paciência de frequentar a escola que nós frequentamos, porque eu não sei quanto de experiência digital as pessoas têm”, revela Alexandre.

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É claro que nós sabemos de muitos meios um pouco mais tradicionais tais como o Google Earth que pode ser usado por professores de história, por exemplo, para ajudar na curiosidade das crianças. E até mesmo o Google Docs que ajuda até mesmo a desenvolver habilidades de trabalho em grupo, tão essenciais para o adulto profissional a ponto de entrar para o ambiente de trabalho. De qualquer forma, o diretor entende que nesse mundo tão conectado e cheio de tecnologia, saber que as crianças podem se conectar a seus smartphones para obter mais conhecimentos, colaborando e se integrando a esse meio é um caminho de sucesso. “Então também traz essa quebra de paradigma né, de ‘celular é prejudicial ou não’, gente, o google device que a pessoa tem em casa é esse. Muitas vezes ela tem e o que ela quer usar é esse então… Quer que o celular na escola seja proibido, tá ok, mas no resto da vida é o que a pessoa vai usar. Então você começa a ver algumas quebras de paradigma”, conta.

Uma das outras formas de ajudar que o Google tem se dedicado é promover conteúdo gratuito no site para professores a fim de ajudar na comunidade que chama Google GG, Grupo de Educadores Google. “São professores que fazem parte e a gente fomenta que eles compartilhem com os colegas pro país inteiro suas experiências bem-sucedidas. Então esse espírito de comunidade, de compartilhar e de tornar a tecnologia mais barata. A gente acredita que quanto mais barata a tecnologia for, mais fácil será para que ela aproxime professores e alunos, professores com seus diretores pedagógicos e assim por diante”, revela Alexandre.

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Para 2030, ele entende que esse compartilhamento pode ser mais do que inovador, fomentando que as crianças possam, quem sabe, seguir essa carreira de empreendedor e em como o mundo digital pode ajudar nesse negócio, possibilitando sucesso para ele com apoio do digital. Em relação a escolas, no Amazonas, por exemplo, onde já foi implantado notebooks como o Chromebooks junto com as plataformas Google, Alexandre entende que em escolas privadas é muito mais fácil essa implantação, porque são pequenas, tem investimento e um retorno rápido. Mas a intenção é ir bem mais além, com visitas em escolas públicas na Bahia, em Cordeirópolis, Barueri, etc, que mostraram ser possível fazer uma mudança também na rede pública onde tá 80% dos alunos. “Então acho que a gente contribuição nossa é falar ‘olha, vocês podem usar as mesmas soluções que as escolas classe A, a gente pode levar isso pra grande massa’ e ai é uma contribuição importante pra que eles aprendem a aprender no digital, para que os professores não enxerguem mais o digital como um competidor e sim um aliado para a sua sala de aula”, conta o diretor.

E você? Acha que a educação, aliada a tecnologia, tem muito ainda a evoluir até 2030? Como você imagina que serão as coisas nesse futuro nem tão distante? Conta para gente!

Fotos: Denis Cintra / Instituto Ayrton Senna, Studio Gobbi.

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[Nota da Redação]

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