Para integrar aluna surda, professor inclui Libras em suas aulas em SP


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Estamos encantados com esta história, que foi contada pelo jornalista Pedro Gomes, no portal Revide. Um professor de história, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, passou a dedicar parte de suas aulas para ensinar Libras – a Língua Brasileira de Sinais. Foi Isabela Fracaroli, de 11 anos, que é surda, que o inspirou a tomar esta atitude, que tem agradado os alunos e, principalmente, a garota. (Você também pode apoiar a causa Educação com Visa, sem pagar nada a mais por isso, inscreva-se aqui.)

Lucas Dario Romero Y Galvaniz dá aula na Escola Municipal Alfeu Luiz Gasparini e passou a incluir o ensino de Libras em suas aulas desde o início do mês, pois percebeu que Isabela tinha dificuldade de se comunicar com outros alunos, apesar de muito inteligente: “A Isabela é muito inteligente. Percebi que ela não falta, e supus que fosse em razão da intérprete e das outras crianças surdas que ela tem para conversar na escola, já que os pais não sabem muito sobre a língua dos sinais. Perguntei para a intérprete, e era isso mesmo”, disse ao site Revide.

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Para mostrar aos outros alunos a importância desta atitude, Lucas, que é filho de argentino, chegou falando espanhol na aula, propositalmente, para que os alunos não o compreendessem. O objetivo era justamente o de mostrar como é importante aprendermos a nos comunicar e a compreender, nem que seja apenas um pouco, uma língua. Ele, que também não sabia, está aprendendo junto com os alunos, já que a sala já contava com uma intérprete para Isabela. Deste dia em diante, ele disse aos alunos que parte de suas aulas de história seriam “doadas” para que a intérprete os ensinasse Libras.

O professor ficou surpreso com a reação dos alunos, que de imediato, já gostaram da ideia: “Para minha surpresa eles adoraram a ideia. Os alunos sempre me surpreendem. A atividade começou e volta após a greve. Em uma brincadeira, eles já aprenderam sinais básicos para incluir a Isa. Já conversei com a direção e tudo foi autorizado”.

A intérprete, Kerima Garcia Santana, que também trabalha na escola como professora e é responsável por traduzir o que é passado pelos professores às crianças surdas, também adorou a ideia: “Com esse projeto, além de incluir a Isabela, ela não vai ter tanta dependência do intérprete e, também, poderá se comunicar com os amigos”.

Porém, a maior felicidade é de Isabela, que graças à atitude do professor Lucas, passou a ter mais amigos e a interagir mais na escola: “Antes dessa ideia, eu nunca tive muitos amigos e me sentia triste por isso. Eu sonho em ser professora”, ela disse ao portal Revide. Carmem Lucia Costa, a mãe de Isabela, também não poderia estar mais feliz: “Fico contente por alguém ter enxergado a Isa e tê-la incluído neste contexto. Em casa, eu consigo falar o básico da língua dos sinais, mas o meu marido não consegue. A nossa filha nos corrige e nos ensina como a falar”.

Com informações de: Revide

Fotos: Julio Sian


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