Portugal inclui igualdade de gênero no currículo de escolas públicas e privadas

Uma demanda desses tempos de ódio contra transexuais e travestis.


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Tem novidade no currículo escolar dos estudantes portugueses de 235 escolas públicas e privadas. Uma demanda desses tempos de ódio contra transexuais e travestis, e que envolve toda a sociedade. A disciplina “cidadania e desenvolvimento” irá incluir discussões sobre igualdade de gênero.

A disciplina faz parte de um projeto experimental de currículo aprovado pelo Ministério da Educação português. Os alunos que participarão do projeto-piloto estão matriculados no ano letivo 2017-2018, já que as aulas em Portugal começaram no mês passado.

Os estudantes estão distribuídos nos três anos do ensino fundamental e do ensino médio. Ou seja, as aulas de cidadania e desenvolvimento serão ofertadas para os alunos do 1°, 5°, 7°e 10° anos, de diferentes formas.

A escola de ensino básico Real Colégio de Portugal, em Lisboa, é uma das participantes do projeto. Foto: Reprodução/Google Maps)

A ideia, segundo o Ministério da Educação, é que os estudantes desenvolvam e participem de projetos que promovam a construção de sociedades mais justas e livres de preconceito, onde os direitos humanos são de todos.

O projeto é fruto de rodadas de conversa com estudantes, professores e organizações da sociedade civil em torno da educação para a cidadania no ambiente escolar. A partir desse diálogo, foi criado, em 2016, o Grupo de Trabalho de Educação para a Cidadania.

Ele divide-se em três grupos de conteúdo. No primeiro, estão os temas que devem ser tratados em todos os anos escolares participantes do projeto, incluindo a igualdade de gênero e os direitos humanos. Já o segundo grupo contempla assuntos como mídia e sexualidade, destinado a pelo menos dois dos três ciclos. O terceiro grupo é optativo e inclui tópicos como empreendedorismo, mundo do trabalho e paz.

O Governo também criou um site que reúne materiais elaborados pelo Ministério da Educação junto com entidades públicas da sociedade civil para apoiar as escolas na implementação do projeto.


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