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Homem oferece hambúrguer de 42 reais para idosa que fica chocada com o preço e não aceita

"Não posso deixar uma pessoas dessa sair da minha vida assim"


hambúrguer senhora não aceita
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Dizem que as pessoas não entram em nossas vidas por acaso. Eu tenho certeza disso. Uma lição ou uma benção, cada qual que entra em nossas vidas, seja por alguns minutos ou por anos, vem com algum ensinamento e essa história fala justamente disso. Quem publicou essa foi Daniel Barcinski, que vive no Rio de Janeiro e conheceu uma senhora que o fez enxergar a vida sob uma nova perspectiva, tudo por causa de um hambúrguer.

Depois do expediente, ele costuma pedalar na orla, mas este dia foi especial. Na volta do passeio ele decidiu parar para comer um hambúrguer conhecido na cidade, o T.T Burger e quando estava começando a comer, sentado em um banco com o mar a sua frente, uma senhora de mais ou menos 60 anos, negra, sentou ao seu lado.

Cansada e com dificuldade para andar, ela estava com uma bengala em uma das mãos, e um cesto pesado cheio de batatas, na outra. Puxando conversa com a simpática senhora, Daniel descobriu que ela estava desde às 9 da manhã de pé trabalhando, mas que, no entanto, só havia conseguido vender uma batata. Percebendo que ela olhava seu lanche, o rapaz lhe ofereceu um, e ela aceitou.

Quando estava na fila, prestes a pedir o lanche, a senhora viu o valor do hambúrguer e disse que não teria coragem de comer um lanche de 42 reais, agradeceu e disse que não queria mais. Daniel insistiu, mas a resposta dela o convenceu. Ela disse que com 42 reais poderia comprar comida para a família toda e que não teria coragem de comer um hambúrguer caro como aquele, sabendo que seus netos estavam passando fome.

O mundo de Daniel parou por um instante. Muitas coisas passaram pela sua cabeça enquanto aquela senhora se afastava, mas ele decidiu que não a deixaria ir embora de sua vida assim. Pegou sua bicicleta, foi atrás dela e perguntou se ela não queria trabalhar com ele, passando a sua roupa. Ela aceitou, deu o telefone da filha e disse para ele ligar.

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Essa é a história de milhões de brasileiros que não têm o que comer. Se estivermos atentos, poderemos não somente oferecer alimento, como transformar suas vidas. O que parece simples para alguns, é a salvação para outros. Que mais e mais pessoas possam encontrar em seus caminhos pessoas como Daniel. Leia aqui embaixo o relato completo dele:

“Hoje, como de costume fui pedalar na orla.

Na volta resolvi parar no T. T. BURGER para comer novamente o delicioso hambúrguer da casa. Entrei na fila comprei um com direito a batata e bebida.

Me sentei em um banco na calçada em frente. Quando estava começando a abrir os pacotes uma senhora se aproximou.

Uma senhora negra, aparentando uns 60 anos. Em uma das mãos uma bengala e na outra um cesto cheio de saco de batatas para serem vendidas.

Olhou nos meus olhos e abriu um sorriso, como se estivesse pedindo licença para descansar o peso que carregava no banco ao meu lado. Retribui o sorriso e ela se colocou.

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Puxei conversa;

— Que calor hoje!!!
— Nem me fale meu filho, e estou andando desde 9hs e só vendi um.

Enquanto falávamos ela olhava meu lanche. Assim aproveitei e convidei, ofereci um lanche.

— Posso oferecer um lanche pra senhora? Adoraria ter sua companhia comendo comigo.

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Meio ressabiada, surpresa e com um sorriso no rosto ela aceita meu convite.

Na mesma hora embrulho novamente meu hambúrguer e coloco dentro do saco. Afinal agora teria companhia para o almoço.

Peço que ela olhe meus pertence e guarde nosso lugar e me dirijo a fila para comprar o lanche prometido.

Na fila pego o cardápio. Existem uns 3 ou 4 tipos de sanduíches. A chamo para que escolha. Ela chega ao meu lado. Vale ressaltar que a fila estava grande, jovens, velhos, famílias inteiras prestes a se deliciarem com os hambúrguers.
Mostro pra elas as opções. Leio pausadamente cada ingrediente de cada opção. E ele escolhe um deles e volta a banco para tomar conta de nossos pertences.

Quando estava quase na minha vez de fazer o pedido ela volta ao meu lado com o cardápio na mão.

— Esse hambúrguer que você vai me dar custa 42 reais?
— Isso.
— Então não compra não. Não vou comer.

Ainda insisto;

— Não se preocupe, vai ser um prazer pagar e ter vc ao meu lado.
— Meu filho eu agradeço muito mas realmente não vou comer um hambúrguer de 42 reais. Saí de casa as 6 da manhã pra vender essas batatas e conseguir além do dinheiro da passagem mais uns 30 reais pra poder colocar comida pra minha família comer. Vou me sentir muito mal comendo um hambúrguer desse sabendo que meus netos não tem o que comer.

Meu piso caiu na hora. Meus olhos não viam mais nada na frente. Fiquei em choque, totalmente sem reação.

Ela me agradeceu, pegou suas coisas e foi embora.

Demorei uns 5 minutos para me recompor. Perdi a fome completamente.

Abandono meu lanche pego a bicicleta e vou a sua procura.

A encontro já descendo a rampa em direção às areias do posto 8.

Digo pra ela da emoção que senti. Ofereço que ela leve os 42 reais para alimentar a família e mesmo assim ela não aceita.

— Não meu filho, vc provavelmente trabalhou muito pra conseguir esse dinheiro e vou conseguir o meu trabalhando também.

Nossa mas um choque!!!

O que faço? Não posso deixar uma pessoas dessa sair da minha vida assim. Se deixar ir embora nunca mais a vejo.

— A senhora sabe passar roupas?
— Muito bem!!
— Estou precisando de uma pessoa pra me ajudar nisso. Topa?
— Sim meu filho eu aceito, mas hoje preciso vender essas batatas. Anota o celular da minha filha me liga e combinamos.

Não vejo a hora de recebê-la na minha minha casa.”

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[Nota da Redação]

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Foto: reprodução Facebook / Daniel Barcinski

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