Mari Belém relata situação covarde que passou e como um jovem coletor de lixo a defendeu


relato Mari Belém
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É interessante que, mesmo diante de alguma situação não muito agradável, podemos encontrar pequenos-grandes heróis que nos ajudam com gestos tão marcantes que mudam a nossa vida e nos fazem lembrar que temos muitas razões para acreditar.

Hoje pela manhã, a Mari Belém, criadora do blog Mamãe de Primeira Viagem, relatou em seu Twitter e Instagram uma “situação escrota e covarde” no estacionamento do Pão de Açúcar da Rua Padre Antonio José do Santos em São Paulo (SP), “mas que mostrou que ainda existe amor.”

Ela estava dentro do carro no estacionamento quando um homem veio dirigindo em direção a ela na contramão. Mari, por reflexo, deu uma leve buzinada para avisar que ele estava na contramão, “não foi aquela buzinada longa, não gritei, não foi tipo barraco. Apenas uma buzina leve do tipo ‘tô aqui, não bate no meu carro'”.

O homem então começou a gritar de dentro do carro. Detalhe: tinha uma babá e uma criança de pouco menos de dois anos juntos, ela estacionou o carro, respirou fundo e nesse meio tempo um senhor de uns 70 anos falou para o homem que existia uma placa avisando da direção correta. O homem então se exaltou mais ainda e a Mari saiu do carro pois ficou com medo do idoso ser agredido, ele então foi em sua direção gritando “Eu não vi! Eu não vi!”, ela ainda tentou pedir que o homem se acalmasse “calma, eu só avisei que era contramão, só para que você não batesse no meu carro, ninguém quer confusão”, ele completamente alterado passou a gritar com o senhor falando que ele não tinha que ter se metido, tudo isso com a babá e a criança do lado ouvindo tudo. E continua “nisso eu já estava tremendo de medo que ele partisse pra cima de nós dois.”

O jovem que trabalha na coleta de lixo do Pão de Açúcar

Quando a situação parecia estar incontrolável, apareceu um jovem que trabalha na coleta do lixo na garagem do supermercado, parou do lado dela e disse: “Ele não vai ter fazer nada. Fica aqui”, e ficou entre ela, o senhor e homem alterado, fazendo uma barreira.

O homem então pegou o elevador aos berros, e só depois a Mari, o senhor e o jovem entraram no elevador rumo à área de compras do supermercado. “Esse menino que cuida do lixo da garagem não saiu do meu lado. Subiu comigo enquanto eu tremia e insistia que eu fosse beber uma água. O senhor também me acalmava.”

Quando eles chegaram no andar, “o cara estava lá com cara de briga”, e o jovem a escoltou, protegeu e esperou ele descer.

“O cara foi embora descontrolado e ele desceu e ainda ficou do lado do meu carro para ter certeza que ele não faria nada na garagem. Chorei.”

Mari então conseguiu se acalmar depois de um tempinho, fez as compras e quando desceu à garagem o jovem ainda a esperava e disse: “eu perco meu emprego, mas não minha honra. Covardia não admito”. Ele ficou com receio de perder o emprego, pois enfrentou um cliente, mas a Mari disse que ele enfrentou pra defender duas pessoas que estavam acoadas diante de tamanha covardia.

Ela então o abraçou, e disse em seu relato: “apenas agradeço sem fim não só a ele, mas o senhor que também desceu comigo. Ainda existe amor, cuidado com os outros. Ainda.”

Mari comentou ainda que estava tão nervosa que não perguntou o nome dele e fez um pedido aos responsáveis do Pão de Açúcar: “Ele é um menino especial, de ouro. Valorizem esse funcionário pois hoje ninguém quer se meter nem pra defender uma situação covarde. Ele sim.”

Em conversa com o Razões para Acreditar, Mari mandou um recado de agradecimento ao jovem com exclusividade:

“Eu poderia ficar focando na agressividade do cara, no desiquilíbrio dele, mas eu prefiro focar no menino, que é da coleta do lixo da garagem do Pão de Açúcar, e disse que poderia até perder o emprego mas não perderia sua honra, e tanta gente hoje passa por esse tipo de abuso moral e outros abusos e ninguém faz nada em volta. Então, pra quê que eu vou focar num cara desequilibrado, agressivo, se eu posso focar no jovem, e lembrar que ainda tem esperança no mundo, que ainda tem amor no mundo e tem essas pessoas”.

Diante de algo tão ruim, um herói anônimo surgiu, por isso pedimos que quem saiba quem ele é, entre em contato conosco para mostrarmos o nome e foto desse cidadão do bem.

Com autorização de Mari Belém, nós compilamos o que ela relatou em sua conta pessoal no Instagram, em um vídeo único, vejam:

[ATUALIZAÇÃO]

Hoje pela manhã a Mari conseguiu encontrar seu “anjo” e saber mais coisas sobre a vida dele. A matéria que fizemos ontem chegou à diretoria do Grupo Pão de Açúcar e ao Gerente da Unidade da Rua Padre Antonio José do Santos, o Eder, que é uma espécie de mentor do herói que se chama Lucas, e começou como empacotador. Ela publicou em seu Instagram a foto dos dois, vejam:

Nós do Razões ficamos muito felizes de poder ter ajudado de alguma forma a fazer essa história chegar em tanta gente <3

Créditos: Reprodução autorizada por Mari Belém


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