Vizinhos e padaria acolhem moradores de prédio que pegou fogo em Curitiba

“Eles foram descendo, alguns fizeram café. Todos tentavam achar maneira de acalmar essas pessoas."


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Um incêndio no 15º andar do prédio Bigorrilho, em Curitiba, deixou 80 moradores desalojados na madrugada da última quarta-feira (8). Era por volta das 5h quando as chamas começaram a se espalhar.

Apavorados, os moradores rapidamente começaram a deixar o prédio. As chamas provocaram a morte de uma pessoa e deixaram outra ferida. Foi quando os moradores do prédio vizinho pularam da cama, após ouvirem a movimentação, para iniciar um trabalho de acolhida.

A síndica do edifício Camapuã, Ângela Camargo, foi a primeira pessoa a descer até a rua e convidar seus vizinhos para entrar, ainda mais porque fazia frio e havia muitos idosos. A situação ficou ainda pior quando explosões no apartamento onde começou o incêndio começaram a lançar estilhaços na rua.

Ângela sabia que precisava abrigar os moradores do prédio em frente de alguma maneira. Sem nem pensar muito, ela liberou o salão de festas do edifício Camapuã e chamou todos para dentro. Por causa do nervosismo, muitos hesitaram, mas acabaram cedendo, principalmente depois que o Corpo de Bombeiros isolou o local para apagar o fogo.

“Eles foram descendo, alguns fizeram café. Todos tentavam achar maneira de acalmar essas pessoas”, disse a síndica ao jornal GAZETA DO POVO.

Pouco tempo depois, foi a vez da padaria Requinte, vizinha do prédio atingido pelo fogo, a prestar solidariedade. A proprietária do estabelecimento, Fátima Regina Cazella, seguiu imediatamente para o local quando soube do incêndio.

Ao ver os moradores sendo acolhidos, ela decidiu se juntar a essa corrente do bem. “A gente levou uns sanduíches, mais café e água. Além de nossos clientes, são nossos vizinhos. Estamos há tantos anos juntos aqui que o mínimo que a gente pode fazer numa hora dessas é ser solidário com essas pessoas”, afirmou.

A Cosedi (Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis) conseguiu entrar no edifício Bigorrilho por volta das 9h. Enquanto tentam descobrir as possíveis causas do incêndio, os moradores ficarão fora de suas causas. Desabrigados, porém com o amparo e a solidariedade dos seus vizinhos.

Com informações do GAZETA DO POVO | Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


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