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Loja de comida saudável em São Paulo tem refil livre de café orgânico por R$ 10


refil café orgânico

Quem passa pelo centro comercial Torre Z, na Av. Chucri Zaidan, 296, em São Paulo, não imagina o tesouro escondido dentro do edifício. O Unyc traz em sua proposta o refil livre de café orgânico biodinâmico pela pechincha de R$ 10,00 – preço esse que os paulistanos geralmente pagam em duas xícaras de espresso de qualidade mediana para ruim. Com o conceito de vender tempo, a loja de comida saudável vai além do óbvio.

Foi em 2014 quando o empresário Sidney Vilhena resolveu empreender, deixando de lado o mercado financeiro. De início pensou junto com dois amigos em abrir um bar, mas não demorou muito para vir uma crise em relação à venda de bebidas alcoólicas. “Não queríamos impactar negativamente a vida de alguém que poderia ter problemas com o álcool, seja num acidente ou com a família. Depois de ter a ideia eu fiquei desconfortável com isso e passei a não pensar mais só em um gerador de recurso”, disse.

Após uma viagem por Londres, e uma longa pesquisa de mercado em Nova York, a meca das cafeterias inovadoras, trouxe na bagagem muitas ideias e umas coisinhas a mais. “Na correria da viagem em Londres conhecemos o Pret A Manger, onde tudo estava exposto e num formato fácil para consumo. Entrei em contato querendo traze-los para o Brasil e eles responderam que não estavam a fim. Então visitamos vários estabelecimentos em Nova York para ver como funcionavam e trouxemos de tudo desses lugares, guardanapos, copos, embalagens, vídeos e fotos”.

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Assim nasceu a rede de franquias que em um ano de operação já irá se expandir para outras duas unidades, todas alocadas em centros comerciais. O motivo? A luta diária contra o relógio. “Esse foi o primeiro insight relevante sobre a nossa estratégia. Percebemos que venderíamos efetivamente tempo, que tem mais valor em São Paulo, em função do deslocamento ser difícil, as jornadas são sempre longas e a veia do trabalho é muito forte. Então prioritariamente nosso público-alvo é quem está no horário de trabalho, porque a tendência é que ela disponha de menos tempo para um exercício livre, da sua vontade. Era uma realidade da minha vida”.

De fato, a ideia faz sentido, afinal, ainda temos muitos brasileiros trabalhando no meio corporativo e alocados em empresas. Oferecer uma alimentação de qualidade, otimizada e balanceada parece algo que vai além da pausa para um café; é uma necessidade básica e que pode colaborar até mesmo para o rendimento no trabalho. “É para ser uma comida gostosa, de valor nutricional necessário para o dia. É saudável, mas não é fitness. Levamos em consideração a conveniência dentro do vale-refeição da pessoa, uma solução para não comer porcaria por causa da falta de tempo e um exercício da consciência de consumo, com todas as informações disponíveis sobre o que a gente faz”.

Fugir do fast food e ir pelo viés mais sustentável pautou a proposta do negócio, que faz uso do sistema grab and go, onde o cliente escolhe numa vitrine o que deseja comer, paga e vai embora. Ou pode comer ali mesmo, na bancada e nas mesas ao lado de fora. Os cafés de marca própria são produzidos na Fazenda Camocim, de Pedra Azul, no Espírito Santo, com grãos cultivados por pequenos produtores que Sidney conheceu pessoalmente. A colheita segue o calendário astrológico e não há modificações genéticas. Os demais ingredientes, como as verduras e as frutas, seguem a mesma premissa.

Por R$ 10,00 é possível ter acesso ilimitado também ao chá. “A quantidade de três copos e meio, que dá pelo menos 600 ml de café, é o que me poderia me dar um suposto prejuízo em relação ao custo-benefício. Mas quem faz isso realmente gosta da bebida, então deixe a pessoa fazer. Não vejo isso como perder dinheiro e sim que estou compartilhando o acesso a algo bom, constatou Sidney. E realmente, por constatação própria, posso afirmar que o café é gostoso. Não por acaso, são consumidos 6 mil litros por mês.

Quem não quiser se servir a vontade pode pagar a metade do preço (R$ 5,00) por um copo apenas, no qual o cliente coloca a quantidade desejada, adicionando ainda o que desejar na bebida, como leite, canela, chocolate ou xarope, disponíveis na bancada. E tudo é vendido também em pacotes, seja o café, o chá ou as barrinhas de cereal, também da Unyc, feitas sem conservantes, açúcares e gorduras.

As gôndolas atraentes ficam recheadas de águas aromatizadas, sucos prensados a frio, sanduíches, saladas, combinados de sushi e sashimi, entre outros, tudo fresco e feito no dia a partir das 6 horas da manhã. O que sobra é doado para os funcionários do prédio. Alguns dias não sobra nada e a própria equipe da loja leva para casa. Os itens perecíveis são trabalhados com estatística, que é bem apurada para que não sobre tanto”.

Com essa pegada, o Unyc traz para São Paulo um tipo de “fast food do bem”, oferecendo comodidade, praticidade e incentivo a uma cadeia de produção sustentável. O lançamento de um app está nos planos de negócio, para fazer entregas diretamente nas mesas de trabalho e também permitir o pagamento do que está na loja via smartphone. Assim não haverá mais desculpas para comer mal.

Fotos: Brunella Nunes e divulgação


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