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Empresa de tecnologia ensina Libras para integrar colaborador surdo

A ideia é fazer com que o colaborador se sinta totalmente integrado ao seu time na empresa.


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Jean Carlos Paes, 32 anos, é deficiente auditivo e está no seu segundo emprego na área de tecnologia. Mas é a primeira vez que se sente totalmente integrado ao time. Isso porque os colegas fizeram um curso de Libras para que pudesse se integrar.

Há dois anos, ele é assistente de infraestrutura da HBSIS, empresa de tecnologia de Blumenau, em Santa Catarina. Nos primeiros dias, descobriu que 35 pessoas tinham feito o curso de Libras para que se sentisse parte do time. Mal ele sabia que o projeto teve mais de 70 interessados em participar.

A ideia da empresa é ter profissionais em todos os setores que estejam capacitados para se comunicar com Jean e com outros quatro profissionais como ele já contratados depois de sua entrada – a empresa tem mais de 580 colaboradores em quatro unidades.

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Na capital catarinense, dos cerca de 40 mil postos de trabalho dedicados a esses profissionais, apenas 1,8 mil estão preenchidos, segundo o Ministério do Trabalho. Empresas com mais de 100 colaboradores precisam dedicar de 2% a 5% das vagadas para PcDs (Pessoas com Deficiências).

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“Tenho um amigo que é surdo e também trabalha numa empresa de tecnologia. Ele me relata o mesmo isolamento que eu sentia antes da HBSIS. Fico surpreso e muito feliz por saber que esse tipo de preocupação existe. Só me faz ter mais vontade de crescer profissionalmente aqui”, relata Jean.

O coordenador de infraestrutura da HBSIS, Fernando Michels, nunca tinha trabalhado com alguém com deficiência. “Pensei que seria difícil conseguirmos manter o ritmo, já que a tecnologia é uma área que tem mudanças rápidas e que precisam de fluidez na equipe. Tanto o Jean quanto o time souberam quebrar a barreira da comunicação com esforço dos dois lados”, aponta.

Michels se comunica de uma forma tranquila em Libras, embora não se considere em nível avançado. “O processo de aprendizado é o mesmo de qualquer outra língua: exige dedicação e aplicação. A vantagem na HBSIS foi ter um grupo que estava envolvido e conseguimos praticar com o Jean no dia a dia”, acrescenta.

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crédito da foto: Reprodução/HBSIS

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