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Idioma Iorubá é declarado patrimônio imaterial do Rio

Já era hora de reconhecer o idioma Iorubá como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro.


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O Rio de Janeiro tem uma das maiores concentrações de descendentes e praticantes de religiões de matriz africana, segundo dados do IBGE. Já era hora de reconhecer o idioma Iorubá como patrimônio imaterial do Estado.

O Projeto de Lei foi aprovado na Assembleia Legislativa (Alerj) e evidencia as contribuições das culturas negras africanas para a formação cultural do Brasil, segundo informações do site Geledés.

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Ao mesmo tempo que empodera as comunidades que mantêm vivo o idioma, nas Casas Tradicionais de Matriz Africana, de origem Nagô e Iorubá, frente aos casos de intolerância e desrespeito. Até hoje, todos os rituais e liturgias são professados em Iorubá.

Babalawô Ivanir dos Santos, doutor em História e membro da Comissão de Combate à Intolerância/CCIR, comentou que a decisão promove não apenas o idioma, mas também “todas as culturas e tradições africanas que contribuíram significativamente para a construção da nossa nação”.

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Leia o comentário na íntegra:

“Jamais podemos esquecer que o Brasil foi o país que mais recebeu negros africanos na condição de escravos entre os séculos XVI e o XIX e, foi o último Estado a promulgar a lei que tornou extinta o trabalho escravo. Como também nāo podemos esquecer que o nosso país evidencia muito mais as tradições (culturais e religiosas) e contribuições europeia do que as africanas, promovendo assim um silenciamento histórico. Por essa razāo, a instituição da língua Ioruba como patrimônio imaterial promove um fortalecimento real e necessário para a promoçāo não só do idioma, mas também de todas as culturas e tradições africanas que contribuíram significativamente para a construçāo da nossa naçāo. Por outro lado, em âmbitos religiosos, nāo podemos que isso vai ajudar na diminuiçāo dos casos de intolerância religiosa, mas provavelmente promoverá um fortalecimento das nossas ações para a construção da tolerância, do respeito e na promoção da diversidade e pluralidade religiosa”.

crédito da foto: Reprodução/Facebook Koinonia Presença Ecumênica

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