Infográfico sobre a comunidade LGBT: Você sabia que 33% das empresas não contratariam pessoas LGBT para cargos de chefia?


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Você sabia que a comunidade LGBT representa 9% da população brasileira e é composta por 18 milhões de pessoas?

Na teoria, o nosso país é considerado avançado em relação as leis contra o preconceito e a homofobia. Mas na prática, não é bem assim.

Preconceito contra a comunidade LGBT no mercado de trabalho

-41% afirmam terem sofrido discriminação por sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho;

-33% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBT para cargos de chefia;

-61% dos funcionários LGBT no Brasil optam por esconder a sexualidade de colegas e gestores;

-90% de travestis estão se prostituindo por não terem conseguido emprego (mesmo com bons currículos)

Assustador, não é mesmo? Esses números foram registrados pela Santo Caos

De acordo com pesquisas feitas pela OutNow, a homofobia custa U$ 405 bilhões por ano para a economia brasileira (baseado em produtividade, turnover e processos judiciais).

Durante as entrevistas feitas aqui no Brasil, foram coletados alguns depoimentos que expressam bem a nossa realidade:

  • Fiquei sabendo que algumas pessoas não conversam comigo porque existe uma desconfiança na empresa de que sou homossexual.”
  • Piadas que acabam se tornando homofóbicas, usando xingamentos como se fossem brincadeira.
  • Uma colega afirmou que sentia nojo em ter que trabalhar com um homossexual.
  • Um colega informalmente contou com orgulho que espancou um gay no final de semana.”

Ações para minimizar o preconceito contra a comunidade LGBT

De uns tempos para cá, setores supertradicionais, como o bancário, estão engajados nesse movimento.

Banco do Brasilfez uma campanha bacana em 2015:

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo também é outro exemplo.

Ela realiza diversas ações para diminuir com o preconceito existente no Brasil, como caminhadas, eventos, feiras e muito mais. Vale a pena dar uma olhada no site (acesse aqui

Outra inciativa muito bacana é o Fórum de Empresas e Direitos LGBT, criado em 2013, uma organização informal que reúne grandes empresas brasileiras para discutir e pensar sobre o preconceito contra a comunidade LGBT no mercado de trabalho.

Eles criaram um manifesto chamado “Os 10 Compromissos da Empresa com a Promoção dos Direitos LGBT”. O nome já diz tudo, né? Você pode conferir mais informações clicando aqui.

A luta contra a homofobia é recente

Apenas em 1990 (isso mesmo, há menos de 30 anos atrás), a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

Quer dizer que, antes dessa data, o homossexualismo era tratado como doença!

A população LGBT não possui uma constituição específica para tratar de seus interesses, como acontece com os negros e o racismo, por exemplo.

Há algumas evoluções estaduais perante a lei, como acontece em São Paulo.

Existe a Lei nº 10.948/01 que pune toda manifestação discriminatória feitas por um cidadão, inclusive os funcionários públicos, civis ou militares, toda organização social ou empresas privadas ou públicas, com advertência, multa, suspensão e cassação da licença estadual para funcionamento.

O site Direito Homoafetivo também está atuando constantemente para estruturar as questões estatuais dos direitos da comunidade LGBT. Vale a pena visitar e conhecer um pouco mais sobre as ações que eles estão fazendo.

Além disso, existe um canal exclusivo para qualquer pessoa fazer denúncias de violações dos Direitos Humanos, o Disque 100. Ele funciona 24h por dia, 7 dias por semana e recebe em especial denúncias contra populações mais vulneráveis no Brasil, como crianças, mulheres e a comunidade LGBT. Se você testemunhou algum tipo de homofobia ou preconceito, não perca tempo e denuncie o quanto antes.

Via A Plata o Plomo 

 


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