Com coro de “Metamorfose Ambulante” Skol encerra o ano como uma marca que se reinventou para o público

Uma homenagem a um clássico do rock nacional que celebra a diversidade.


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No começo deste ano, publicamos uma matéria icônica: falamos da Skol, que havia convidado ilustradoras para recriar os pôsteres machistas de um tempo em que suas campanhas objetificavam as mulheres de forma descarada (relembre aqui).

Aprendida a lição, a marca começou a realinhar todo seu posicionamento, dessa vez mais inclusivo e consciente, aliás, condenando os próprios atos que antes eram incentivados implicitamente nas campanhas.

Tudo começou com um vídeo pedindo as pessoas saírem do seu quadrado, e se abrirem para novas ideias.

Veio então a edição especial com latinhas de todas as cores de pele, no projeto Skolors e mais uma vez veio um grande acerto:

Logo depois veio a edição especial da lata, com uma bandeira da comunidade LGBT, feita especialmente para a Parada do Orgulho LGBT deste ano, relembre aqui.

Em Outubro, a marca divulgou uma pesquisa inédita junto ao IBOPE Inteligência apontando que os comentários ‘quadrados’, mesmo que feitos sem perceber, continuam sendo reproduzidos diariamente pelos brasileiros, embora apenas 17% dos entrevistados se reconheçam preconceituosos. O propósito foi mostrar como o preconceito ainda está presente no cotidiano do país.

Com esses dados, a marca propôs uma reflexão sobre as atitudes e comentários que podem gerar afastamento entre as pessoas e encoraja o diálogo para promover mudanças de atitude, com uma série de vídeos mostrando que comentários quadrados não estão com nada, lançando oito vídeos que mostram comentários preconceituosos que as pessoas dizem no dia a dia e não percebem, e ainda mostra como o comentário poderia ficar redondo, os vídeos são uma “evolução” das icônicas campanhas de “Skol Desce Redondo”.

E para finalizar um ano com campanhas que fizeram o brasileiro pensar, mostrando que quem não muda, não tem vez no coração dos consumidores.

A vida é muito curta para termos uma velha opinião sobre tudo. Ser uma “metamorfose ambulante” é quase uma exigência do tempo. A expressão foi imortalizada e conquistou o Brasil na voz de Raul Seixas em 1973.

Um clássico do rock nacional que, quase 45 anos depois, ganha uma merecida homenagem da SKOL. E ninguém melhor do que a filha de Raul, Vivi Seixas, para estar à frente dessa homenagem, que questiona preconceitos e padrões preestabelecidos.

A filha do cantor reuniu centenas de fãs de Raul no Parque Ibirapuera, em São Paulo, para fazer um grande coro coletivo de Metamorfose Ambulante. Vários sósias e músicos levaram seus instrumentos para participar da homenagem, somando-se às vozes de centenas de fãs do cantor que se revezaram entre os microfones ao redor de Vivi.

Para Vivi, cantar uma música do pai que continua atual foi uma experiência marcante. “Eu acho que não só Metamorfose Ambulante, mas a maioria das músicas do meu pai são muito atemporais. Ele era uma pessoa realmente muito a frente do seu tempo. E quando eu fui convidada pela Skol para participar deste projeto eu não pensei duas vezes, porque eu me identifiquei muito.”

Leia também: Skol veste lata com as cores da bandeira LGBT e destina parte das vendas para Casa de acolhimento

“SKOL viveu uma metamorfose nos últimos anos, evoluindo conceitos, arredondando conversas. E a melhor forma de começar 2018 é renovando nossa proposta com esta homenagem a um cantor e uma música que carregam uma mensagem que representa muito bem tudo o que acreditamos”, disse Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da SKOL.

Entre as pessoas que participaram do evento, estavam Eloá e Heriberto, casados há cinco anos. Eloá é fisioterapeuta e Heriberto, ex-jogador da seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas. Por ele ser cadeirante, os dois já enfrentaram situações de preconceito. Nada que abale o casal, que tenta transmitir a mensagem de que é melhor viver sem julgamentos.

“Temos uma vida normal. Vida agitada, saímos, nos divertimos. Mas quando alguém questiona com aquele olhar, falo bem direto ‘esse é um preconceito seu, trabalhe isso com você mesmo’. Nós estamos muito bem”, comentou Eloá.

Fotos: Felipe Panfili/SKOL – Reprodução


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