O que você imagina de um asilo? Conheça esse lugar em SP e mude seus conceitos


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A maioria das pessoas associa um asilo de idosos a um lugar chato, tedioso, onde pessoas com idade avançada são abandonadas pelos familiares.

Pois saiba que essa é uma ideia totalmente errada. Felizmente, as ILPIs –sigla para Instituições de Longa Permanência de Idosos estão cada vez mais modernas e acolhedoras.

Um exemplo é a Cora Residencial Senior, que possui seis unidades em São Paulo.

A equipe do Razões visitou a unidade do Ipiranga e aproveitou para conferir o diferencial do local. Com uma área verde de  2.000m², fica difícil imaginar que ainda estamos em São Paulo quando entramos.

Reprodução Instagram

 “A inspiração para criar a Cora foi baseada nos modelos de Instituições de Longa Permanência para idosos que existem no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, e o nosso objetivo foi trazer esse modelo inovador para o país“, explica Gisele Soler, coordenadora de atendimento da unidade.

“Tudo no espaço foi pensado para o bem-estar do idoso. A vida pode ser muito gostosa em um residencial”, completa.

As acomodações podem ser individuais, duplas e triplas e todos os quartos são suítes. A altura das camas, a estrutura dos banheiros e o design dos móveis foram especialmente pensados para as necessidades dos idosos.

Entre as atividades, as mais populares são as aulas de dança e de teatro, as sessões de cinema que acontecem semanalmente e a visita de cães na unidade, na parceria com a ONG Cão Cidadão.

Há também festas temáticas, como a do Carnaval e a Festa Junina.

As atividades são elaboradas com o objetivo de desenvolver o sistema neurológico dos idosos e a grade das atividades muda constantemente, para tornar o dia a dia dos moradores mais dinâmico.

Outro fato interessante é a parceria que a unidade possui com os estudantes de Gerontologia da USP (Universidade de São Paulo), que promovem campeonatos de videogame, com jogos de boliche em realidade virtual. 

No meio da visita conhecemos a Dona Isaura, de 85 anos. Como uma típica japonesa, ela adora tecnologia e está sempre com seu Tablet na mão. Por iniciativa própria, ela começou a ensinar japonês para as colegas da Cora.

“Ela pediu para as funcionárias da Cora tirarem xerox da apostila que ela mesmo preparou sozinha”, conta Gisele.

A Cora possui outros dois tipos de estadias, além da de Longa Permanência: a Sênior Day, onde o idoso passa o dia no local e retorna para casa no final do dia e a de Curta Permanência, quando o idoso precisa ficar durante curtas temporadas, como viagem de trabalho, final de ano, férias familiares, feriados prolongados, entre outros.

Há casos em que os idosos também vêm para fazer um período de reabilitação e tratamento e acabam gostando do dia a dia e se mudam para o local. Foi o caso da Ana Maria Benavente.

Ela chegou em uma cadeira de rodas bem debilitada e foi feito todo um trabalho de fisioterapia com ela, além da interação com os outros idosos. Ela agora anda normalmente.

“Eu morava sozinha e meu filho disse que ficava muito preocupado comigo. Ele preferia que eu ficasse em um lugar onde eu fosse cuidada e que pudesse me visitar quando quisesse”, conta.

Há também o caso da Dona Liziria, que morava sozinha em Balneário Camboriú enquanto sua família estava em São Paulo. Ela contou que suas filhas ficaram preocupadas com ela e a trouxeram para cá. Também nos disse que sua grande alegria são as amizades que fez no local.

Dona Liziria

“Elas são como irmãs. Estou muito feliz aqui. Fiz grandes amigas”, diz ela.

“As pessoas ainda têm um estigma com casas como essa. Aqui as famílias vêm e se encantam com a proposta do local. Isso faz com que a ideia do abandono seja desvinculada, pois eles podem participar da rotina e serem super presentes”, disse Gisele.

Para saber mais:

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Fotos: Divulgação – Reprodução autorizada


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