Dinamarca é o primeiro país a não classificar mais transexualidade como doença mental

A decisão vai dissociar as pessoas transexuais de palavras como distúrbio e transtorno.


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A Dinamarca deu um passo importante, e inspirador, na luta contra a transfobia. O parlamento do país anunciou recentemente que não vai mais considerar a transexualidade como doença mental.

A decisão foi publicada pela revista Scientific American. Ela vai dissociar as pessoas transexuais de palavras como distúrbio e transtorno. A Dinamarca é o primeiro país no mundo a tomar essa decisão.

Os ativistas do país esperam que a mudança também ajude a diminuir o tempo de espera de crianças para a cirurgia de redesignação de gênero, que pode levar de dois a dez anos no país.

Com a decisão, os médicos dinamarqueses usarão um código próprio, válido somente no país, no qual a condição sexual do paciente não aparece mais no diagnóstico, o que poderia causar problemas na hora de conseguir um emprego.

Infelizmente no Brasil a transexualidade ainda é classificada uma patologia. Em uma entrevista ao Sindicato dos Psicólogos no Paraná,  a ativista transexual Rafaelly Wiest, aprovada em 1º lugar em Ciência Políticas pelo ProUni em uma faculdade de Curitiba, disse:

rafaelly_wiest_2-900x600“Eu gostaria de propor ao profissional da Psicologia um exercício sincero: feche os olhos e se imagine com o corpo oposto ao que você tem. Isso é a transexualidade. Você pode apanhar, você pode ser morto (e como matam…), mas você não vai mudar porque você se sente assim. A pessoa trans precisa de apoio para reverter esse quadro ou então ela vai fazer o que tiver que fazer: automedicação, automutilação, injeção de silicone industrial… Por conta dessa violência, a maioria não tem acesso à educação, ao trabalho e vive constantes situações de vulnerabilidade”, reflete.

Para a ativista, despatologizar a transexualidade não significa negar que a população trans precisa de acesso à saúde. “Por exemplo, uma mulher grávida não está doente, mas existe um procedimento clínico para ela por ser gestante. É a mesma coisa para pessoas trans. Só não queremos ser consideradas doente mentais”, questiona Rafaelly. Leia a entrevista completa aqui.

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Com informações do superpride / Foto via


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