Detentas tocam cooperativa de artesanato e costura em SP

Um grupo de 30 presidiárias toca uma cooperativa de artesanato e costura, na detenção feminina de Tremembé 2, interior de São Paulo.


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Um grupo de 30 presidiárias toca uma cooperativa de artesanato e costura, na detenção feminina de Tremembé 2, interior de São Paulo. A iniciativa é uma proposta da ONG Humanitas360, após negociações com o Governo e a Justiça do Estado.

Trata-se apenas da segunda cooperativa formada por detentas nos presídios do Brasil, que carregam a triste marca de ter a terceira maior população carcerária do mundo.

O projeto foi inspirado na cooperativa de presidiárias de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, no Pará, de acordo com uma reportagem da BBC News Brasil.

“Quando explicamos o projeto, poucas presas quiseram participar. Depois, uma foi contando para a outra e chegamos em 30 pessoas. Hoje, o presídio inteiro quer entrar”, afirmou o vice-presidentes de operações da ONG, Ricardo Anderáos.

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A cooperativa funciona em três salas pequenas numa área separada das celas onde as presidiárias ficam alojadas. Todos os dias, elas deixam as celas para trabalhar e manter a cabeça ocupada – bem longe de confusões que podem agravar sua situação na cadeia.

“Um dos pontos chaves da violência social é a questão carcerária. O encarceramento em massa alimenta facções criminosas, pois em geral você coloca pessoas condenadas por delitos não violentos para serem alistadas por grupos de criminosos”, explica Anderáos.

Graças à cooperativa, as detentas conseguem remissão de pena – um dia de pena para cada três trabalhados – e se comprometem a dividir o lucro dos produtos comercializados.

Há alguns meses as ‘sócias’ da cooperativa participam de oficinas de desenho, costura, artesanato e design. A ideia é formar profissionais com múltiplas habilidades, espírito empreendedor e deixar a criatividade tomar conta da elaboração dos produtos.

Em um futuro próximo, esses itens serão vendidos em lojas fora da prisão. O primeiro cliente da cooperativa será o próprio Governo de São Paulo, que se comprometeu a comprar as primeiras criações da cooperativa.

crédito das fotos: BBC News Brasil/Reprodução


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