Ex-MasterChef realiza sonho e prova que jurado estava errado

"Não, o meu sonho não acabou"


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A ex-MasterChef Caroline Martins compartilhou a realização de um sonho em tom de desabafo.

No episódio em que foi eliminada, o jurado Henrique Fogaça disse que seu sonho – de ser chef de cozinha – tinha terminado. Mas, do jeito que as coisas estão indo, esse sonho está apenas começando!

Caroline começou um curso em uma das escolas de gastronomia mais conceituadas do mundo, a Le Cordon Bleu, em Londres. “Quando fui eliminada, um dos jurados me disse ‘Caroline, o seu sonho acabou’”, escreveu ela.

“Pois bem, neste momento estou em frente ao prédio da Le Cordon Bleu em Londres esperando pela minha primeira aula, e cá estou refletindo sobre meus sonhos.”

Um sonho só acaba quando nós decidimos que ele acabou é o que a ex-participante do MasterChef quis dizer nesse post, que rapidamente viralizou nas redes sociais. Muitas pessoas se identificaram e aplaudiram sua perseverança, ainda mais porque Caroline já tinha uma carreira consolidada em outra área.

“Estas imposições se transparecem na minha participação no programa, pois eu fui, em quase todos os episódios, questionada sobre abandonar minha função como pesquisadora para seguir um sonho.”

Afinal, é senso comum achar que devemos permanecer em uma área profissional pelo resto dos nossos dias. É loucura mudar de área depois de tanto tempo e, mais loucura ainda, conciliar trabalhos completamente diferentes. Impensável, um absurdo! Caroline mostra que todas essas bobagens estão por fora.

Vem conferir:

Leia o desabafo na íntegra:

“Eu tinha um sonho: estudar na melhor escola de gastronomia do mundo, a Le Cordon Bleu. Por este sonho, este ano, me inscrevi em um reality show. Quando fui eliminada um dos jurados me disse “Caroline, o seu sonho acabou.” ; A outra jurada, se referindo aos meus quatro títulos acadêmicos, falou “Você não precisa de um título a mais, você já tem muitos.” ; Pois bem, neste momento estou em frente ao prédio da Le Cordon Bleu em Londres esperando pela minha primeira aula, e cá estou refletindo sobre sonhos. Pois afinal, onde já se viu uma mulher com mais de 30 anos querer mudar de carreira? Como ousa desperdiçar 10 anos de formação para se tornar estudante novamente? Os trinta é o período para casamento, ter filhos, comprar casa, formar família, pagar previdência privada, entre outras coisas a mais. A sociedade te pede para fazer uma escolha de vida aos 17 anos (vestibular), e espera que você carregue esta escolha até o túmulo. Te perguntam “está trabalhando?”, “comprou carro novo?”, “quando chega o bebê?”, porém não te perguntam “você está feliz?”. Estas imposições se transpareceram na minha participação no programa, pois eu fui, em quase todos os episódios, questionada sobre abandonar minha função como pesquisadora para seguir um sonho. Hoje estou aqui vestindo o meu dólmã, de caderno e lápis na mão, e respondo:
* Não, o meu sonho não acabou. Ele só está começando.
* Não, os títulos que possuo não são suficientes, e talvez todos os títulos que eu conseguir conquistar nunca serão suficientes. Há sempre espaço para aprender e se aperfeiçoar.
Não dê ouvidos aos que querem matar os seus sonhos, pois afinal, meus amigos, como já dizia Tolkien: “Um único sonho é mais poderoso do que mil realidades.””

Foto: Facebook/Reprodução


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