Professor de judô desenvolve técnica especial para que aluno com esclerose múltipla faça o exame de faixa


esclerose múltipla
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Se você está precisando de um pouco de inspiração, o aluno de judô Jeferson Cogo, de 49 anos, pode te ajudar. Há pouco tempo, ele foi  diagnosticado com esclerose múltipla, uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. No caso dele, os movimentos do quadril e dos membros inferiores foram paralisados.

Antes de descobrir a doença, Jeferson tinha uma vida normal: era casado, com filhos, e um empresário bem sucedido.

Após o diagnóstico e inúmeros tratamentos, a doença se estabilizou e ele foi convidado para fazer judô pelo Sensei Samir Salome, do Clube Cultura de Campinas.

Apesar dos membros inferiores estarem paralisados para sempre, Jeferson já pratica a luta há um ano e dá exemplo de superação em toda aula.

O mais recente caso foi quando o professor desenvolveu, especialmente para o aluno, uma forma para a realização do exame para a faixa azul, o que o igualou aos demais alunos em todos os sentidos.

Preso a um cinto suspenso (material semelhante ao usado por paraquedistas), Jeferson superou suas limitações e emocionou os colegas e também a todos que assistiram ao vídeo nas redes sociais.

“Não tenho palavras para descrever esse momento que vivi aqui no Cultura. Agradeço muito a todos por participarem dessa emoção que estou sentido agora. Obrigado, pessoal”, disse Jeferson.

Jeferson realiza quase 80% dos trabalhos no chão, com foco na imobilização, no treino de estrangulamento e também de chave de braço. Os outros 20% dos exercícios são realizados de pé, com alguém o segurando. A utilização de um cinto suspenso de paraquedismo para servir de apoio foi experimentado justamente no exame de faixa.

“Começamos a traçar esse projeto, e o Jeferson atendeu de maneira muito disposta. Diante de toda a limitação que ele tem, nos dá uma baita lição de vida. Foi muito emocionante, algo que, em 40 anos dentro do esporte, eu nunca tinha visto nada parecido, nem aqui, nem em outros países”, disse o professor Samir.

“Já havíamos tentado segurá-lo com outra fita, mas não ficou da maneira ideal. Desta vez, com o cinto, ficou ideal. Foi algo inovador. É a oportunidade que a gente tem na vida de fazer a diferença, de poder ajudar alguém”, concluiu.

A entrega da faixa azul para Jeferson Cogo acontecerá no fim de novembro.

Assista ao vídeo:

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Foto: reprodução/ arquivo pessoal


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