Gabriel Medina apresenta prancha de surf feita com garrafas Pet recicladas


Gabriel Medina
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Sabia que o plástico demora ao menos 400 anos para se decompor no meio ambiente? Com o intuito de combater a poluição do mar e dar novos rumos ao resíduo, o surfista Gabriel Medina apresentou uma prancha feita com garrafas PET recicladas, em parceria com seu patrocinador Guaraná Antártica. A ação simboliza um compromisso da marca em reciclar 100% de suas embalagens plásticas até 2025.


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Em contrapartida, o instituto do campeão mundial, localizado em Maresias, no Litoral Norte de São Paulo, irá atuar na conscientização ambiental. Criada no início de 2017, a fundação serve como centro de apoio, aprendizado e treinamento para novos talentos nas ondas, selecionados no Circuito Medina/ASM. Os atletas mirins têm acesso gratuito a mesma estrutura que o surfista profissional conta na parte técnica, física e médica, além de aulas de idiomas e de informática, visando as trajetórias futuras.

“Fico feliz de fazer parte desse projeto. Viajo o mundo utilizando as praias e é muito bom ver quando estão limpas, sem lixo. Temos que manter isso e a prancha é uma boa desculpa para reciclar esse material. Vai ajudar o mundo em que a gente vive”, declarou Medina durante a coletiva de imprensa, na companhia da surfista Marina Werneck. Para fazer mais pranchas, a ideia é incentivar os alunos do Instituto Gabriel Medina a participarem da ação de reciclagem. Os oito primeiros ou primeiras que recolherem mais garrafas Pet nas praias irão assistir a um jogo do Brasil ao vivo.

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A mãe do atleta, Simone Medina, contou que os jovens estão empolgados com a ideia e já começaram a recolher o lixo das praias. “Para nós é um prazer ver esse trabalho porque está sendo feito com a nova geração e eles são multiplicadores. Ao ver as crianças engajadas, o próprio turista de Maresias já se engaja. Participar de uma iniciativa que vai voltar pro bem estar humano é muito bom. A gente parte desses pontos para a transformação, de uma geração nova, uma mente nova. Eles vão alegrar muito nossos dias, são a única saída para transformar o nosso país, que eu acredito e amo muito”.

Foi pelas águas do mar que a marca de refrigerante chegou até a idealização da prancha sustentável. O Politereftalato de Etileno, nome técnico do material que compõe as garrafas, é considerado um dos principais vilões do mar. Segundo o PNUMA, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, o elemento é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas anualmente ao redor do mundo, além de prejudicar espécies marinhas como tartarugas, peixes e todo o bioma.

Para amenizar esse impacto e criar um ciclo produtivo mais amigo do meio ambiente, o Guaraná Antártica foi a primeira marca de refrigerante a lançar uma embalagem 100% reciclada e agora visa dar novos rumos ao plástico. “Quando começamos a falar sobre a origem do guaraná, lá em Maués (AM), passamos a pensar nesses processos. Estamos muito próximos do surf porque patrocinamos o Gabriel desde seus 17 anos e o mar sempre nos lembra do problema ambiental. Acho que isso nos fez trazer o assunto para a mesa. Marcas grandes tem o papel e responsabilidade de cuidar dessas causas“, apontaram Fernando Soares e Felipe Ghiotto, vice-presidente e diretor de marketing dos refrigerantes da Ambev, respectivamente.

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O projeto começou a ser desenvolvido no final de 2016 e foi ganhando forma, literalmente, nas mãos de Neco Carbone, um dos maiores shapers do surf nacional, que criou a prancha fish 6’0 elaborada com 756 garrafas Pet recicladas, representando 80% de sua composição. A resina de Politereftalato de Etileno micronizado foi usada na laminação e nas quilhas, enquanto fibras de vidro são adicionadas para dar resistência ao material. No momento, há mais oito unidades em produção.

Enquanto isso, Medina irá não só se divertir com a prancha nova, como também levá-la ao campeonato World Surf League (WSL) como uma bandeira em prol da sustentabilidade. Mas, embora a paixão pelo surf seja o que traz as medalhas, ele tem um incentivo a mais para voltar para casa: os futuros surfistas treinados em seu instituto. Estou sempre aqui quando volto de viagem É muito bom ver a molecada treinando. Aqui toda hora é alto astral, você está rindo, compartilhando…estava com eles agora na salinha de tecnologia, onde assistiram vários vídeos meus em competições, me perguntando várias coisas. Acho bem bacana poder falar o que eu sentia ou como foi a minha bateria com o Kelly (Slater) e as experiências que tive até hoje”, finalizou.

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Fotos: Brunella Nunes para o Razões para Acreditar


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