Revolução verde dentro da periferia de São Paulo

Desde 2010, a família Miranda de Moura realiza ações de sustentabilidade, inovação e empreendedorismo social.


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Muito se fala sobre sustentabilidade e pouco sobre como democratizar o acesso a ferramentas e hábitos sustentáveis. Nada melhor do que a criatividade e generosidade do brasileiro para alcançar esse objetivo. Qualidades que não faltam aos moradores de periferia, apesar de faltar muita coisa no lugar onde vivem.

Estamos falando de lideranças comunitárias como o Fábio Miranda de Moura, 39 anos, que está reinventando maneiras inteligentes de tornar as casas do Jardim Ângela, na periferia de São Paulo, mais sustentáveis e funcionais, importante dizer. As informações são do site Believe Earth.

O “Professor Pardal”, como os amigos gostam de chamá-lo, é músico e “inventor”. “Assim como eu, que só completei o terceiro colegial e nunca fiz faculdade, qualquer um consegue”, acredita Fábio. E ele não fala isso da boca para fora, não – fala com a certeza de alguém que transforma a necessidade em potência.

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O “Professor Pardal” é músico e “inventor”

Nos últimos cinco meses, ele e uma turma de alunos do projeto Periferia Sustentável – uma das iniciativas da ONG Instituto Favela da Paz, fundada com o irmão, Cláudio Miranda de Moura (foto de capa), 40 anos, em 2010 – implementaram sistemas de biodigestão e energia solar em outras sete casas do Jardim Angela e em espaços públicos da região.

Na periferia, explica Fábio, ser verde e autossuficente é mais do que uma “escolha”, ser cool ou porque está na moda:  trata-se de uma de necessidade. “Nossa ideia é criar multiplicadores locais e construir mais sistemas em outras casas de maneira colaborativa.” Só este ano Fábio participou de 15 palestras em escolas públicas levando o conhecimento que produz no quintal de casa, que também lembra um laboratório futurista, para mais de 5 mil jovens.

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Até o final do ano, a ideia é oferecer oficinas de energia renováveis para crianças e adolescentes, com o auxílio de ex-alunos do projeto. O curso de capacitação tem duração de 10 meses e é totalmente gratuito. “Aqui na favela a gente tem muito pouco, então, dependemos da ajuda de um amigo ou vizinho para se virar”, explica Cláudio, que se inspirou na Temera, uma das ecovilas mais importantes da Europa, no Sul Portugal, para criar o Instituto Favela da Paz.

A viagem, a convite de um amigo, aconteceu em 2009. “Quando voltei, falei pro Fabio: ‘eles estão inventando uns negócios, umas placas onde o sol bate e cria energia. Nós temos que fazer isso aqui! Saia do seu emprego e vamos pra lá!”, lembra Cláudio. Um ano depois, ele e o irmão abriram as portas da ONG.

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Desde 2010, o Instituto Favela da Paz realiza ações educacionais que visam o empreendedorismo social, a sustentabilidade e a cultura da colaboração. E não pararam de surgir projetos inspiradores desde então:

Fotos e vídeo © Ake Filmes



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