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Senhora desapega de objetos e investe em projetos sociais

“Com um consumo mais consciente, é possível gastar tempo e energia em coisas mais bacanas, como viajar e ajudar o próximo."


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“Com um consumo mais consciente, é possível gastar tempo e energia em coisas mais bacanas, como viajar e ajudar o próximo”. É dessa forma que a dona Marisa resolve a equação consumo versus qualidade de vida, desapegando-se de objetos e investindo em projetos sociais.

Para ela, a expressão “menos é mais”, é mais do que uma frase de impacto: uma forma de aproveitar melhor a própria vida e proporcionar uma vida melhor a famílias carentes.

Em 2009, Marisa mudou-se de Minas Gerais para o Rio de Janeiro. Em 2012, ela comprou um apartamento de dois dormitórios, mas o vendeu no ano seguinte, para comprar um apartamento menor, de apenas um dormitório, por meio da OLX.

Em uma época de consumo exacerbado: itens são produzidos e comercializados, muitas vezes, sem um pensamento sustentável. O mercado de compra e venda de seminovos e usados surge como uma opção para minimizar os impactos no planeta.

É o que comprova o relatório ‘Second Hand Effect’, produzido pela OLX, em parceria com o IVL Swedish Environmental Research Institute e consultoria do Ethos International. O relatório calcula o impacto ambiental positivo das transações de itens usados e seminovos comercializados na plataforma, levando em conta as emissões de CO2 que deixaram de ser emitidas no planeta pela produção de um novo produto.

O método por trás do cálculo se baseia no pressuposto de que cada produto seminovo ou usado vendido substitui a produção de um novo equivalente, incluindo o gerenciamento de resíduos do produto. Isso significa que, se alguém comprar uma mesa de jantar usada — ao invés de comprar uma nova —, não haverá a necessidade de produção de uma nova mesa e uma mesa usada não será descartada.

Durante a mudança, Marisa se desapegou de um montão de coisas dos dois filhos que se mudaram para o exterior. Foi então que ela começou a refletir se precisava realmente de outros móveis e objetos da casa.

“Como deu super certo, comecei a analisar o que eu utilizava de verdade em casa e quais itens eu não utilizava com muita frequência. Então, comecei a vender itens de decoração, luminárias, apetrechos para cães, móveis e hoje estou vendendo meu carro”, disse Marisa ao Razões para Acreditar.

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Maria investe o dinheiro das vendas dos objetos em projetos sociais para famílias carentes

Senti uma grande diferença, acho que hoje tenho mais qualidade de vida e a energia do ambiente flui muito melhor. Casas com muitas coisas não utilizadas incomoda muito.  Aprendi a enxergar a vida de uma maneira mais simples. Viver com menos coisas mostra que não precisamos de muito para ser feliz. Reflito muito mais antes de adquirir alguma coisa.”

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Marisa investe parte do dinheiro das vendas dos itens em projetos sociais que ela apoia. Atualmente, a dona de casa participa da ‘Obra do Berço’, um projeto super bacana de senhoras que costuram e até compram enxovais para recém-nascidos.

“Enviamos nosso trabalho à Maternidade Alzira Reis e a Maternidade Leila Diniz. As peças são doadas para mães que não têm condição de comprar roupas para bebês.

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Marisa acrescenta: “Sou colaboradora da ACHUAP – Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro. Quando a verba recebida não é suficiente, auxiliamos com eventos beneficentes, como bazar, desfiles de moda, almoços e chás para conseguir renda e manter o bom funcionamento da unidade.”

Ela finaliza a nossa conversa dizendo que podemos aproveitar melhor as oportunidades que a vida proporciona quando temos menos coisas. No caso dela, o desapego não é apenas em benefício próprio. Ele também beneficia aquelas pessoas que têm pouco.

O que é muito bacana: o desapego ajuda quem tem pouco, e assim a conta fecha para todo mundo. 🤲 🙏

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Com um consumo mais consciente, é possível gastar tempo e energia em coisas mais bacanas, como viajar e ajudar o próximo. Viver com menos é muito bom, pois deixa a energia circular. Além disso, ter um consumo consciente evita o consumo exacerbado e colabora por um mundo mais sustentável.

crédito das fotos: Arquivo Pessoal – Reprodução Autorizada

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