SIGEF 2016 – um apelo ao compromisso, à ação e à inovação

O primeiro dia do Fórum de Inovação Social e Ética Global recebeu autoridades governamentais, organizações, empresários e personalidades, todos empenhados em construir um futuro melhor.


“Shaping better times to come”. O slogan do SIGEF 2016 é uma declaração que ressoa com o apelo à ação da COP22. No primeiro dia de evento no Palais de Congrès de Marrakesh, experiências da vida real foram compartilhadas entre membros do governo, organizações, estudantes e empreendedores.

A cerimônia de abertura do SIGEF destacou um dos valores mais fortes da Horyou: a diversidade. Junto com Yonathan Parienti, fundador da Horyou, estavam Yasuhiro Yamamoto, Vice-Presidente da Eneco Holdings e Patrocinador Fundador do SIGEF, o Príncipe Nawaf bin Saad al Saud, Presidente do clube de futebol Saudi al-Hilal, H.E. Sra. Rosalie Matondo, Ministra da Economia Florestal, Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da República do Congo e Ali Bin Samikh Al Marri, Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Qatar. “Estamos imensamente satisfeitos por acolher uma diversidade tão rica de pessoas que, como a Horyou, apoiam a COP22 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, enfatizou Yonathan Parienti em seu discurso de abertura.

Os temas abordados pelos painéis do primeiro dia foram o Acesso aos serviços de saúde e água potável em regiões em desenvolvimento, a Agricultura africana inovadora e as Novas tendências no setor privado para acelerar a sustentabilidade. Os palestrantes ressaltaram o tamanho do desafio enfrentado pelo continente africano em tempos de mudanças climáticas e seus impactos sobre as condições sociais. Inspiradores, os painéis reuniram experiências positivas e ideias construtivas de empreendedores apaixonados e ativistas incansáveis.

Segundo a Ministra Rosalie Matondo, “a COP em Marrakesh é um momento muito importante porque fala de ação. Precisamos agir para administrar de forma sustentável as florestas da bacia do Congo e garantir o acesso da população à água potável”, afirmou . O principal desafio, entretanto, é o financiamento, razão pela qual o governo da República do Congo está lançando um “fundo azul” para arrecadar ajuda internacional e financiar projetos de reflorestamento e manejo sustentável.

Os painéis “Expansão dos Serviços de Saúde em África” e “A Água Potável como Direitos Humanos” discutiram as oportunidades que o continente tem a explorar, apesar das limitações. Alessia Clemente, Policy Analyst para a Presidência italiana do Conselho de Ministros, enfatizando que “as ideias são bem-vindas, mas cada país tem particularidades que devem ser respeitadas.” Para o CEO da Fundação Marroquina para a Ciência Avançada, Inovação e Pesquisa, Dr. Hicham Bouzekri, o acesso aos serviços de saúde na África deve ser visto a partir de uma perspectiva diferente. “A nova fronteira para a África é a tecnologia, mas devemos aplicá-la em produtos que realmente se encaixam no mercado africano e não são apenas importados ou replicados de outros lugares”, afirmou. “A inovação é uma questão de abordagem caso a caso”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Catar, Dr. Ali Bin Samikh Al Mari, “o acesso à água é um direito humano e esperamos que a COP22 sensibilize mais pessoas para desenvolver projetos voltados para as questões da água”.

O acesso à terra, à inovação e à agricultura sustentável em África foram os principais temas dos painéis vespertinos que apresentaram autores, organizações e casos de negócios inovadores. Inaugurando a sessão, Ismahane Elouafi, Diretora Geral do International Center for Biosaline Agriculture, alertou que é um erro confundir inovação com processos de alta tecnologia – ela está em toda a cadeia de produção e trata também de modelos de negócios e redes de relacionamento. Ismahane expressou sua forte crença de que “o futuro da agricultura está na África”, e que “podemos construi-lo à nossa própria maneira”. Em seguida, a IFOAM Organics International e a Organics Consumers Association, apresentaram esperanças perspectivas da agricultura orgânica em um cenário de mudanças climáticas em um painel sobre “Climate Smart Agriculture”.

Finalmente, o papel das mulheres na agricultura inovadora foi explorado por Mildred Crawford, UN Women Civil Society Advisor. “Elas não têm acesso suficiente à terra e ao capital, mas quando lhes é dada a oportunidade de inovar, as mulheres desenvolvem projetos extraordinários e muito eficientes”, afirmou ao apresentar um concurso universitário que iniciou no Caribe, que viu muitas lideranças femininas emergirem. Bill Karsell, presidente do Climate Sensibilization Board of Trustees, questionou os métodos de responsabilização das emissões de gases de efeito estufa e defendeu que os países deveriam estar mais conscientes dos riscos iminentes das mudanças climáticas. Ele trouxe, no entanto, uma mensagem otimista de que a agricultura inovadora pode desempenhar um papel vital em lidar com as alarmantes perspectivas ambientais.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU convocam todas a sociedade a agir: setor público, jovens, ONGs e empresas privadas. A ideia de que a RSE é agora mais do que uma tendência mas uma realidade rentável e eficaz foi partilhada com orgulho durante a última sessão plenária do dia. Nasser Kettani, National Technical Officer da Microsoft, abriu a sessão falando sobre sua experiência em uma comunidade rural na África que obteve acesso pela primeira vez à internet. A iniciativa abriu oportunidades de educação e inovação para jovens estudantes. Como representante do setor público, o Ministro do Urbanismo do Marrocos, Driss Merroun, falou dos compromissos ambientais do seu país e da necessidade de aplicar a biotecnologia limpa para garantir direitos humanos e promover uma economia sustentável.

O painel “Economia Circular e Gestão de Resíduos” abordou os casos bem-sucedidos da Kilimanjaro Environment no Marrocos, que criou tecnologia para transformar óleo de cozinha usado em um combustível mais limpo, e da INBAR, que usa bambu e rattan como matérias-primas para as indústrias da construção, transporte e médica.

Os panelistas concordaram que “Responsabilidade Social Corporativa não é caridade”, e veem um longo caminho a seguir cheio de oportunidades. As políticas governamentais podem ajudar, a COP22 é vista com esperança e otimismo, e os jovens, as organizações e a sociedade civil têm um papel essencial a desempenhar.

Projetos e Organizações

Dois espaços dedicados acolheram projetos inovadores e organizações que fazem parte da plataforma Horyou, muitos deles do Marrocos. As ONGs mostraram seus programas e tiveram a oportunidade de divulgarem seu trabalho a um público formado por outras organizações, empresários e potenciais investidores. Os projetos, com forte abordagem inovadora e social, participaram de sessões de networking e coaching. Eles serão avaliados por um júri durante os três dias do SIGEF. Os projetos selecionados serão premiados em uma cerimônia no dia 11 de novembro.

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Clique aqui para mais informações sobre SIGEF 2016.

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