Pela primeira vez, usina brasileira vai gerar energia a partir de lodo de esgoto


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É tão bom dar notícias como esta, que nos fazem acreditar que o Brasil está no caminho da sustentabilidade! Pela primeira vez, uma usina brasileira vai gerar energia a partir da combinação entre resíduos orgânicos e lodo de esgoto.

Nesta semana, a CS Bioenergia, formada pela estatal Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e pelo grupo Cattalini Bio Energia, recebeu licença para geração de biogás, no Paraná e o objetivo é incentivar a adoção deste tipo de energia em outros estados também.

Este processo é conhecido como biodigestão e é feito a partir do recebimento do lodo de esgoto da estação de tratamento. Ao mesmo tempo, também são recebidos resíduos sólidos urbanos, que passam por um mecanismo de separação. Depois, a fração orgânica é limpa e o material é enviado ao tanque de biodigestão, onde vai ser adicionado ao lodo.

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E o mais incrível é que o que poderia ser um problema, neste caso, é solução. Sérgio Vidoto, que é diretor da Cattalini Bio Energia, afirma que no Brasil, o lodo de esgoto contém muitas bactérias, mas estas bactérias se alimentam do material orgânico, produzindo um gás com grande participação de metano, que é perfeito para gerar biogás de excelente qualidade.

Por enquanto, a usina gerará 2,8 megawatts de energia elétrica, o suficiente para abastecer duas mil residências e o impacto ambiental também é enorme, já que 1000 metros cúbicos (m3) de lodo de esgoto e 300 toneladas de resíduos orgânicos, que eram descartados diariamente no meio ambiente, serão totalmente aproveitados na usina.

“Está todo mundo olhando a nossa planta como uma quebra de paradigmas no tratamento de resíduos orgânicos no Brasil”, disse Vidoto. De acordo com ele, até este ano só existiam projetos pilotos que testavam a tecnologia, mas não uma usina com essa dimensão. Ele espera que “o pioneirismo quebre esse paradigma de só aterrar”.

A inspiração para o desenvolvimento desta tecnologia no Brasil veio de países como a Áustria e a Alemanha e até este ano só existiam projetos pilotos que testavam a tecnologia, mas não uma usina com essa dimensão, ou seja, é um projeto grande e que promete fazer a diferença!

Com informações de Ciclo Vivo

Foto: Divulgação


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