Futuras engenheiras fazem dispositivo que traduz qualquer texto para Braille em tempo real


dispositivo braille
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Com grande entusiasmo, uma equipe de seis mulheres, todas graduadas em engenharia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), passaram as primeiras horas do dia dos namorados do ano passado trabalhando.

A equipe tinha acabado de competir no MakeMIT – uma competição na qual equipes de estudantes passam 15 horas construindo, testando e desenhando possíveis projetos.

A ideia delas: um dispositivo portátil, barato e que digitaliza textos convertendo-os para braille em tempo real.

Quase do tamanho da mão de um adulto, a mecânica do dispositivo foi colocada entre dois painéis de fios de plástico e placas de circuito expostas. Seis pinos na parte superior do dispositivo, exibem um único caractere em braille (letra, número ou sinal de pontuação). Ele retratou cada caracteres de texto usando a webcam de um computador externo.

Uma das vantagens do dispositivo é o fato de que ele poderá custar somente US$ 200, enquanto soluções do tipo já existentes chegam a ser vendidas por mais de US$ 2 mil.

A vitória foi apenas o começo do trabalho com o dispositivo, que elas chamaram de Tactile (em português, Tátil).

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Agora, muitos protótipos mais tarde, a equipe recebeu outro prêmio.

Tactile é um dos nove vencedores do Prêmio Estudantil Lemelson-MIT deste ano, que celebra a tradução de “ideias em invenções que melhoram o mundo em que vivemos”, de acordo com o site do concurso.

As outras invenções vencedoras, como um drone elétrico dobrável, proteínas para combater as superbactérias e um sistema  movido a energia solar para a produção de água, abordam uma ampla gama de problemas.

“Estamos super honradas por termos sido escolhidas como um dos vencedores do prêmio”, diz Chen “Bonnie” Wang,umas das integrantes da equipe.

Elas receberam um prêmio de 10 mil dólares, que elas pretendem aplicar no projeto, para melhorar o dispositivo.

O último protótipo da equipe, do tamanho de uma barra de chocolate, pode exibir seis caracteres de cada vez e tem uma câmera embutida.

Os usuários podem colocá-lo para baixo em uma linha de texto e com um toque de um botão, o dispositivo tira uma imagem. Em seguida, o software da equipe converte cada caractere em braille e, depois, dispara o sistema mecânico na caixa para levantar e abaixar os pinos. Eles solicitaram uma patente para a integração do sistema através do programa de patentes #MakeWhatsNext da Microsoft, que apoia as mulheres inventoras.

Atualmente, a câmera só tira uma foto de seu campo de visão”, explica Chandani Doshi, uma dos membros da equipe que se especializou em engenharia elétrica e ciência da computação.

“Nosso objetivo é tornar o dispositivo semelhante a um scanner portátil que permite ao usuário digitalizar toda a página de uma só vez.” A ideia é torná-lo o mais fácil possível de operar.

Elas esperam levá-lo ao mercado dentro de dois anos.

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“Isso abre o mundo, realmente. Que limitação existe se você tiver um dispositivo que transcreve qualquer documento em braille? – disse o orientador da equipe.

O mercado para tais dispositivos é pequeno, então poucas empresas se aventuram com ideias inovadoras. “Nós não temos uma Microsoft ou uma Apple … as empresas de tecnologia que fazem as ferramentas para pessoas cegas ou deficientes visuais são relativamente pequenas”, diz Ike Presley, Gerente Nacional de Projetos da American Foundation for the Blind.

“Aprender braille significa alfabetização para a comunidade cega” diz Presley, que ajuda a treinar prestadores de serviços para que eles possam trabalhar mais efetivamente com deficientes visuais.

“Quando você escuta [texto lido em voz alta], você não sabe como soletrar as palavras, você não vê a gramática, você não vê como o texto é formatado . Mas quando você o lê em braile, você consegue.”- diz ele.

Estudos também sugerem que a alfabetização do braille aumenta a probabilidade de ser empregado para cegos e deficientes visuais – um grupo que sofre altas taxas de desemprego.

Esses fatores só fizeram com que a equipe Tactile ficasse mais determinada a continuar trabalhando em seu produto. Todas as seis engenheiras se graduarão em junho deste ano.

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Com informações do site / Fotos: Brian Smale, Microsoft


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