Em Floripa, ônibus elétrico movido a energia solar roda mais de 10 mil km em 2 meses


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A sustentabilidade tem atuado em diversas áreas para apontar novos caminhos que estejam em harmonia com o meio ambiente. E um bom exemplo disso já funciona aqui no Brasil, mais precisamente em Florianópolis, onde um ônibus elétrico movido a energia solar já rodou mais de 10 mil km em dois meses de testes. A modalidade evita a emissão de uma carga de CO2 que exigiria 5.800 árvores para ser removida da atmosfera.

Utilizando 100% de energia renovável, gerada nas estruturas do laboratório de Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina, o veículo do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC começou a ser testado em dezembro de 2016, realizando cinco viagens gratuitas por dia, e desde março de 2017 está em funcionamento efetivo.

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O ônibus, alimentado por energia fotovoltaica e sistema de tração Eletra, percorre diariamente o trajeto de 52 km (ida e volta) entre o campus central da universidade e o Sapiens Parque, numa velocidade de até 80 km/h. Sua estrutura conta com baterias de tração tipo Íons de Lítio – energia de 128kWh com oito “Packs”, chegando à potência de 200/400 kW e autonomia de até 200 km. O tempo de recarga é de 2,5h com carregador lento e apenas 6 minutos com carregador rápido. Para se ter uma ideia da diferença entre esse modelo e um convencional, saiba que o percurso com o elétrico é meia hora mais curto.

O laboratório de Fotovoltaica envia as sobras de energia do eletroposto para a rede elétrica da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), que, segundo simulação, abastece 80% dos edifícios do campus central da UFSC e das recargas do e-Bus. Os outros 20% são enviados ao campus Trindade. Segundo um estudo da universidade, um ônibus convencional a diesel, com consumo médio de 670 litros por mês, emite 3,9 toneladas de gás carbônico CO2) em 60 dias. Ou, 46,8 toneladas em um ano de circulação.

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Além disso, o ônibus também conta com Wi-Fi, pontos USB, ar condicionado, poltronas estofadas, duas mesas de trabalho e rampa para portadores de necessidades especiais. Fazendo uso da geração de energia elétrica por meio de módulos solares fotovoltaicos integrados, cria espaço para o chamado “deslocamento produtivo”, permitindo que os passageiros trabalhem ao longo do caminho, como se estivessem num escritório.

Totalmente desenvolvido e montado no Brasil, o projeto inovador contou com financiamento de R$ 1 milhão pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e parcerias com as empresas privadas. O próximo passo é lançar um app para facilitar a reserva de assentos no ônibus universitário. Este é um ótimo exemplo de energia limpa e do quanto os brasileiros podem ajudar a mudar o mundo para melhor!

Fotos: reprodução/UFSC


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