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Pesquisadores espanhóis identificam forma de combater a intolerância a glúten


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Entre as inúmeras possibilidades da biotecnologia, está a capacidade de inserir ou retirar do genoma de organismos vivos genes responsáveis por determinadas características. No caso da doença celíaca ou intolerância ao glúten, como é conhecida popularmente, uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Agricultura Sustentável de Córdoba, na Espanha, conseguiu “silenciar” os genes do trigo que provocam a reação nas pessoas. O glúten está presente no trigo, no centeio e na cevada, ingredientes que fazem parte de muitos dos alimentos consumidos no dia a dia.

Com a evolução das pesquisas, é possível que em breve haja trigo, centeio e cevada sem glúten, o que seria um alívio para no mínimo 76 milhões de pessoas no mundo, que possuem a doença celíaca e convivem com severa restrição alimentar.

“No médio prazo, há expectativa de avanços no tratamento da intolerância ao glúten. Ferramentas de edição genética [que edita o DNA] têm potencial para desenvolver novas alternativas de produtos a essa população”, afirma o biólogo e doutor em genética de microrganismos e membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Airton Vialta.

A doença celíaca tem como sintomas clássicos, diarreia, prisão de ventre crônica, dor abdominal, inchaço na barriga, danos à parede intestinal, falta de apetite e, como consequência, anemia, perda de peso e desnutrição.

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Novas frentes de estudo

Entre as pesquisas mais modernas realizadas hoje sobre doença celíaca, está uma vacina desenvolvida por uma empresa de biotecnologia com sede em Cambridge, Massachusetts (EUA). A imunização apresentou resultados promissores em sua fase I de testes clínicos, realizados com 38 indivíduos celíacos em Melbourne, na Austrália. A próxima etapa do estudo deve ter início nos próximos meses e pretende verificar se a dose poderá ser usada, junto com uma dieta livre de glúten, para proteger pacientes quando eles se expuserem inadvertidamente à proteína do trigo.

Outras pesquisas relacionadas à doença celíaca estão indo pela linha da imunoterapia. Em 2015, uma empresa suíça de biotecnologia se uniu a uma farmacêutica japonesa para desenvolver um tratamento destinado a pacientes celíacos e com diabetes tipo 1, outra doença autoimune. Em abordagem similar, uma companhia farmacêutica francesa trabalha atualmente em parceria com uma empresa de biotecnologia norte-americana para conhecer melhor os mecanismos biológicos envolvidos na sensibilidade ao trigo e as possíveis soluções para a doença.

“No médio prazo, há expectativa de avanços no tratamento da doença celíaca. Ferramentas de edição genética [que edita o DNA] têm potencial para desenvolver novas alternativas de produtos a essa população”, afirma Finardi.

Crédito de foto: Divulgação

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