Realidade virtual na saúde: Tecnologia que ajuda os médicos a tratar pacientes


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A realidade virtual é uma das novas tecnologias com mais promessas até o momento. A criação de mundos virtuais é algo que pode revolucionar completamente a indústria dos jogos e do entretenimento, e que também pode criar aplicações muito interessantes para os cuidados com a saúde.


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No Mount Sinai Hospital no início deste ano, o Dr. Alfred-Marc Iloreta usava uma ferramenta inusitada ao se preparar para uma cirurgia.

O otorrinolaringologista não pegou seu bisturi. Ele lançou mão de um ‘fone de ouvido’ de realidade virtual (RV).

O paciente de Iloreta tinha um tumor cerebral localizado em uma área delicada da cabeça, bem atrás da orelha. Isso tornava a cirurgia ainda mais difícil. O cirurgião precisava remover o tumor antes que ele crescesse ainda mais e provocasse uma devastação.

Mais conhecidos pelo seu uso em games imersivos e entretenimento, os dispositivos de realidade virtual podem se tornar uma ferramenta inovadora para muitos setores, inclusive a área médica.

Iloreta ajustou um headset da Oculus e carregou o Surgical Theater, novo software que cria um modelo em 3D do tumor. De posse de um novo meio de informação visual, ele poderia criar um plano para a cirurgia e preparar-se para a delicada operação.

“Os tumores com os quais lidamos são realmente complexos… eles existem no meio da sua cabeça”, disse Iloreta.

Em todo o mundo, o número de procedimentos hospitalares por ano ultrapassou 232 milhões. Não seria a primeira vez que a tecnologia ajudaria a aprimorar procedimentos médicos. Os médicos do Hospital Infantil em Toronto, recentemente criaram um coração impresso em 3D com o objetivo de se prepararem para uma cirurgia de válvulas minúsculas. Os cirurgiões do Jacobs Institute conseguiram realizar um exercício de simulação de uma delicada correção de aneurisma.

Segundo Ed Bradley, professor de cirurgia da Florida State University, câmeras 4K e sistemas robóticos tornaram-se quase tão importantes quanto a anestesia e a esterilização durante a realização de cirurgias minimamente invasivas. A RV está preparada para tornar-se igualmente valiosa para procedimentos mais complexos.

A cirurgia de Iloreta era extremamente delicada, pois os tumores no interior da cabeça são cercados por vários vasos sanguíneos minúsculos. Cerca de 25% do sangue do corpo circula na cabeça e um movimento em falso pode ocasionar forte sangramento e derrame.

Esta tecnologia pode também se tornar uma poderosa ferramenta de ensino para treinar futuros médicos.

De acordo com Moritz Schwyzer, CEO da Vedavi Medical, empresa que desenvolve software de realidade virtual para visualização anatômica, “a RV proporciona aos estudantes uma melhor compreensão da plasticidade e profundidade do corpo humano”.

Os estudantes como os que Iloreta ensina no Mount Sinai podem utilizá-la para aprender acerca das estruturas complexas da anatomia humana.

Outro benefício importantíssimo da tecnologia de RV é seu potencial para reduzir os custos dos serviços médicos para os pacientes. O custo médio das cirurgias nos EUA é de aproximadamente US$ 62 por minuto. Uma preparação detalhada e um planejamento cuidadoso podem reduzir significativamente a duração das cirurgias.

Além do seu potencial para reduzir o custo da cirurgia, a tecnologia de realidade virtual pode ajudar os pacientes a se curarem mais rapidamente. À medida que mais especialistas da área médica obtêm resultados positivos com o uso da tecnologia de RV, mais médicos acreditam que ela pode virar uma ferramenta confiável para melhorar e salvar vidas.

Voltando à sala de cirurgia do mundo real do Dr. Iloreta, seu planejamento minucioso valeu a pena. Apesar da proximidade de estruturas críticas, ele removeu o tumor com êxito e causou trauma extremamente discreto para o paciente.

Como vocês podem perceber, as aplicações da realidade virtual para a medicina são infinitas. Elas podem melhorar a qualidade de vida de uma enormidade de pessoas. No Brasil já existe um modelo de óculos que utiliza a tecnologia de realidade virtual. Precisamos agora investir no desenvolvimento de aplicativos que podem utilizar essa tecnologia e adaptá-la em benefício dos nossos doentes.

 


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