A tecnologia a favor dos surdos e deficientes auditivos


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Imagine um aplicativo que facilita a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes. Ou ainda um que ajude pessoas com deficiência auditiva a sentirem todo o prazer de ‘ouvir’ uma música. Felizmente, já há quem faça tecnologia a favor deles, fazendo com que isso seja possível para quem tem um smartphone.

Quando as pessoas chamam tecnologias como dispositivos e aplicativos móveis de “recursos que mudam a vida”, a expressão geralmente vem acompanhada de uma boa dose de exagero.

Porém, para os 360 milhões de pessoas em todo o mundo que são surdas ou que têm alguma deficiência auditiva, a revolução do smartphone foi exatamente isso, permitindo a eles fazer coisas que eram impossíveis há cinco ou dez anos.

“E-mail, textos e mensagens instantâneas, todos facilitaram em muito minhas interações com as pessoas que escutam”, disse Don Grushkin, professor de estudos sobre surdos da California State University, Sacramento.

Toda essa revolução começou com o pager WyndTell. Lançado em 1998, ele acabou sendo modificado no BlackBerry e, em 2002, juntou-se ao telefone Sidekick da T-Mobile.

Hoje, smartphones, tablets e diversos aplicativos permitem que os surdos e deficientes auditivos façam quase tudo que a comunidade que pode ouvir faz, desde encomendar uma pizza até chamar motoristas do Uber.

Os aplicativos mais conhecidos de bate-papo com vídeo, como Facetime e Skype são úteis para a comunicação via Língua de Sinais e leitura labial. Mas estão começando a aparecer sistemas de transcrição em tempo real mais eficazes.

Um deles, o Transcense – um aplicativo que está atualmente em fase de desenvolvimento – fará a transcrição de conversas com vários participantes em tempo real. As conversas em grupo são particularmente difíceis para as pessoas surdas e com deficiência auditiva, que se sentem muito mais à vontade nas conversas individuais usando língua de sinais ou leitura labial.

Já o MotionSavvy, que estará disponível antes do final deste ano, utilizará uma câmera especial para rastrear os movimentos dos dedos do usuário e transcrever a linguagem dos sinais em tempo real, falando sua tradução em voz alta.

De modo geral, a tecnologia para surdos e deficientes auditivos trouxe muitos benefícios para os usuários, mas ainda há muito a fazer.

Segundo Michele Westfall, a comunidade de surdos realmente gostaria de ver um maior envolvimento de seus membros em pesquisa e desenvolvimento para que os desenvolvedores se lembrem de que existem milhões de pessoas que necessitam de alternativas viáveis para os sistemas padrão.

Sabe o que é melhor de todos esses aplicativos? É que além de permitirem a inclusão de deficientes auditivos, eles contribuem para a sua comunicação e desenvolvimento em qualquer lugar, com qualquer pessoa.

Foto: StockSnap


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