O mundo ainda vai precisar de carros? Sim, mas não do jeito que estamos acostumados a usar

O automóvel sempre vai fazer parte das soluções de mobilidade, mas não podemos pensá-lo como única solução.


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Estamos vivendo um período em que carros começam a ser encostados na garagem e nas concessionárias para dar espaço para bicicletas, transporte público e pessoas andando a pé. As montadoras passaram por crises que resultaram em demissões em massa e reorganização de seus planos e metas. Mas, afinal, como elas estão se adaptando às novas demandas de mobilidade urbana? Conversamos com a Ford para saber o que a empresa tem feito.

Neste ano, a montadora esteve presente na Virada de Mobilidade, em São Paulo, onde apresentou seu plano global de mobilidade, o Smart Mobility – plataforma que busca soluções inovadoras em termos de conectividade, mobilidade, veículos autônomos, experiência do cliente e análise de dados. Além disso, também apresentou a nova versão do Fusion Híbrido ao público, como mostramos no Instagram.

O porta-voz Luciano Driemeier, gerente de Estratégia de Produto da Ford América do Sul, contou mais sobre o plano global Ford Smart Mobility, anunciado em 2015 com foco em manter a concepção, manufatura e venda de carros dentro do cenário emergente. Buscamos soluções inovadoras em conectividade, mobilidade, veículos autônomos, experiência do consumidor e Big Data. Nossa intenção é crescer e construir uma estratégia de mobilidade que supra a necessidade das pessoas. Por volta de 2030, por exemplo, 60% da população mundial estará em áreas urbanas e o número de megacidades vai aumentar. É claro que isso pede soluções diferentes de locomoção, e é por isso que estamos trabalhando nelas. O automóvel sempre vai fazer parte das soluções de mobilidade, mas não podemos pensá-lo como única solução.”

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Dentro deste conceito, a montadora fomenta a criação de novos produtos e serviços criados dentro de suas instalações ou por startups. Durante o Mobility Challenge, desafio promovido para desenvolvedores, foi apresentado o aplicativo Muvall, app que ajuda passageiros a integrar as opções de transporte público e privado em um único sistema. Com o prêmio de R$ 32 mil, o vencedor Gabriel Araújo tem investido em melhorias para o app que criou. “O objetivo deste desafio não era criar um produto, mas sim promover um ambiente de troca de informações sobre o que de mais inovador tem sido feito em termos de novas tecnologias e mostrar aos desenvolvedores as possibilidades de trabalhar em parceria com a Ford”, explicou Luciano.

Outra tendência futura, além de conectividade, é o serviço de compartilhamento de automóveis, que, assim como a carona solidária, é mais sustentável considerando que somente em São Paulo, 64% dos veículos são ocupados apenas por uma pessoa, aumentado o tráfego. Segundo o porta-voz da Ford, este serviço deve crescer 23% até o ano de 2025, e a montadora já pegou carona nessa onda, através do Ford Carsharing, na Alemanha. Em São Bernardo do Campo, está em ação o primeiro projeto piloto local de compartilhamento de frota, disponível aos empregados da sede que podem alugar um modelo Focus Fastback aos fins de semana e feriados. Apesar disso, ele acredita que  tecnologias autônomas e serviços de transporte coletivo sob demanda possam se ajustar melhor dentro dos problemas atuais de mobilidade 506a7566

Já em relação ao trânsito, ele conta que recentemente deram início a um trabalho de parceria com grandes cidades de todo o mundo para resolver os problemas de congestionamento e ajudar as pessoas a se locomoverem com mais facilidade, hoje e no futuro. “A primeira ação é com a cidade de São Francisco, nos EUA, onde a empresa anunciou um acordo para a aquisição da Chariot, serviço de vans sob demanda, e uma parceria com a Motivate, empresa de compartilhamento de bicicletas, para expandir suas soluções de transporte nos centros urbanos. Para coordenar esse trabalho, a Ford criou também uma nova área, chamada City Solutions.”

Além deste projeto, também está em andamento o FordPass, plataforma criada em parceria com a Pivotal e ainda em fase de implementação nos Estados Unidos, que oferece novos serviços aos consumidores, como acesso remoto ao veículo por aplicativo de smartphones e soluções de mobilidade como estacionamento e carros compartilhados. Os planos se estendem para a Ford GoBike, serviço de bikes elétricas da montadora, as MoDe:Flex, solicitado através da plataforma citada anteriormente. Por enquanto estão desenvolvendo a ideia junto com a startup de compartilhamento de bicicletas, Motivate.

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A preocupação ambiental também pauta as mudanças dentro da montadora. Atualmente é impossível não pensar em resgatar o que nós, seres humanos, ajudamos a destruir. Dentro do plano Ford Smart Mobility são feitos esforços em relação a qualidade do ar.

Luciano aponta a evolução dos motores Ford EcoBoost, que desempenham alta potência usando menos combustível, – passando pelos modelos flex, híbridos, híbridos plug-in e elétricos completos. “Além disso, temos observado que a aceitação da tecnologia elétrica tem crescido entre os consumidores, mesmo a tecnologia sendo nova e a infraestrutura não estando pronta. Tecnologia, custo e regularização estão avançando e nos mostrando que precisamos nos preparar para essa tendência. Por esse motivo, estamos investindo $4.5 bilhões e adicionando 13 novos veículos elétricos ao nosso portfólio global até 2020. No Brasil, comercializamos o Fusion Híbrido desde 2010. Ele foi o primeiro carro híbrido total do Brasil e até hoje é o mais vendido do país em sua categoria.”

Mas o avanço não pode se resumir apenas em produtos, passando também por suas instalações.  “Reduzimos o uso de água por veículo produzido e também diminuímos as emissões de dióxido de carbono. O complexo Industrial de São Bernardo do Campo reduziu o consumo de água ao longo dos últimos 5 anos em 35,8%, o que representa uma economia de 863.700 m³. Ou seja, 8,6 milhões de litros (o equivalente a 863.700 caixas d´água de 1.000 litros cada). Outra ação implementada foi a otimização da água de descarte armazenada no tanque de coagulação, um reservatório com capacidade para 1,3 milhão de litros, dos processos do setor de pintura. Como parte do direcionamento global da Ford de enviar zero resíduos para aterros, todas as unidades no mundo desenvolvem iniciativas para reciclagem, reuso, co-processamento e incineração.”, explicou. A água de reuso tratada é utilizada em diferentes serviços, como a limpeza das grades das cabines de pintura, lavagem de empilhadeiras e teste de infiltração de água em todos os veículos produzidos (carros e caminhões).

A cada pequeno passo dado em prol da mobilidade urbana, do meio ambiente, da sustentabilidade, grandes mudanças entram em nosso meio de convívio. Abrir espaço na cidade para incluir pedestres, ciclistas e motoristas é também expandir um diálogo necessário para a evolução e harmonia entre os gostos e necessidades individuais de cada um. E é abrindo este espaço que o Razões para Acreditar quer mostrar que sim, é possível mudar para agregar mais valor e mais gente.

Fotos: divulgação


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