Pedalando por uma cidade melhor

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Na vida profissional da cineasta e jornalista Joana Nin podemos destacar, como o primeiro trabalho relevante, o curta metragem “Visita Íntima” (2005), e no decorrer desse trajeto, recentemente, lançou com sucesso o documentário “Cativas – presas pelo coração”. Os dois filmes abordam a vida, fora e dentro, da prisão por intermédio do universo feminino, de forma delicada e cuidadosa. As mulheres dos detentos esperam pelos seus amores, mesmo que isso demore anos. Elas estão, também, presas pela mesma sentença.

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Se nesses dois filmes o ambiente é fechado e mantem as pessoas presas, ainda que fora do espaço físico que o delimita, em seu novo projeto , o portal “RIO DE BICICLETA”, é o contrário. Nele não há ambientes fechados, e as locações são ao ar livre e sempre em movimento.

A websérie – que estreou no dia 25 de junho de 2015 –, proporciona, a cada semana, o espectador conhecer um pouco mais dos ciclistas do Rio de Janeiro, seu modo de vida e suas ideologias. “Em 2008 eu fiz um projeto de curta que não vingou, era algo sobre ciclistas e rotas cariocas. O tema ficou na minha cabeça. Com o crescimento do debate em torno da mobilidade urbana, resolvi resgatar essa ideia e transformá-la em uma websérie” – explica.

Carol Miranda e Rodrigo Alzuguir no seu triciclo.
Carol Miranda e Rodrigo Alzuguir no seu triciclo.

A proposta do projeto não é discutir a mobilidade urbana ou procurar problemas e mostrar soluções para eles, mas segundo a cineasta o portal colabora para esse ambiente favorável que a cidade proporciona. “A bicicleta tem seu uso estimulado por um conjunto de ações e práticas na cidade, acho que o portal contribui com este movimento. É carioca, é dinâmico, informativo, bonito. A gente tem orgulho de participar deste momento com a série” – conclui.

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Além de saber como e porque essas pessoas passaram a usar a bicicleta como meio alternativo de transporte, conhecemos um pouco mais a cidade do Rio de Janeiro e os roteiros possíveis de serem feitos com a bicicleta. Os roteiros incluem os bairros de Laranjeiras, Copacabana, Ipanema, Leblon, Tijuca, Barra da Tijuca, Centro, Maré, Madureira, entre outros, chegando a Niterói e Paquetá.

Rodrigo souza e o roteiro na Penha.
Rodrigo souza e o roteiro na Penha.

São entrevistas com vários usuários de todos os tipos, como o Zé Lobo um dos principais ativistas da mobilidade urbana que é responsável pelo movimento Transporte Ativo, ou o casal Carol Miranda e Rodrigo Alzuguir que adaptaram uma de suas bicicletas – na verdade um triciclo – para levar a Boxer, Flora, aos seus passeios no final de semana. Há quem use a bicicleta para tudo, inclusive para ir ao trabalho, de Laranjeiras ao Centro da Cidade, como no caso de Maysa Blay. E há quem use a bicicleta como equipamento de trabalho, de forma mais comum, como o Naldinho professor de Filosofia, fazendo as suas entregas, ou o inusitado grupo Cyclophonica – a única orquestra de câmara sobre bicicletas. Enfim, são dezenas de personagens que formam essa rede de ciclistas, mas a campeã de audiência no portal é a Michelle Castilho, do Ciclovias Invisíveis.

O portal também presta serviço, reúne notícias e informações relacionadas a mobilidade urbana com os principais movimentos e grupos de ciclistas. É um portal interativo de ciclismo carioca, que apesar de concluído está à procura de um patrocinador para uma nova temporada e de um canal de TV para exibir a série.
Os 26 episódios do projeto, que teve o patrocínio da RIOFILME, podem ser visto no site

Ciclovias Invisíveis.
Ciclovias Invisíveis.

Cyclophonica, a única orquestra de câmara sobre rodas.
Cyclophonica, a única orquestra de câmara sobre rodas.

Zé lobo da Transporte Ativo.
Zé lobo da Transporte Ativo.

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Fotos: Breno Turnes

Cacá Valente é designer, mestre em história da arte, produtor e gestor de projetos culturais.

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